Victor Wembanyama manifestou, na quinta-feira, seu apoio aos estudantes franceses que protestam contra as condições das escolas no país.
O Ministério do Interior informou que 71.500 pessoas participaram das manifestações de quinta-feira, incluindo 24.500 na principal marcha em Paris, concentrada na Praça da Bastilha.
"São desigualdades sistêmicas — problemas tão arraigados que, na verdade, fico feliz em ver estudantes do ensino médio e jovens em geral se manifestando", disse Wembanyama em uma coletiva de imprensa na noite de quinta-feira.
"Eu os ouço, os apoio e espero que as autoridades de alto escalão façam o mesmo."
O jogador do San Antonio Spurs havia respondido anteriormente "Eu adoraria" quando um fã, em uma publicação no Instagram, pediu que ele se juntasse ao protesto dos adolescentes franceses.
"Tenho muito interesse. Falei sério", acrescentou Wembanyama na coletiva. "Estive nessa situação não faz muito tempo."
"Tive a chance de escapar desse sistema, de escapar desses problemas. Mas é uma questão de acaso, de sorte. Por isso, quero demonstrar meu apoio."
"Não é algo totalmente estranho para mim. Estudei no ensino médio em Nanterre, que já era um reduto de 'bloqueios' naquela época", disse ele, referindo-se às interrupções escolares organizadas pelos estudantes.
As preocupações com as escolas públicas ajudaram a alimentar alguns dos protestos mais significativos da França nas últimas décadas. Eles começaram no mês passado em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres do norte de Paris, onde a indignação com a ausência de professores e as instalações precárias evoluiu rapidamente para um movimento nacional contra a desigualdade, os gastos públicos insuficientes e a queda na qualidade do ensino.

