O presidente da Confederação Brasileira de vôlei Radamés Lattari justificou a decisão da entidade em seguir as regras de elegibilidade do COI, que acabaram colocando a participação da jogadora Tiffany, uma mulher trans, em xeque na temporada. Em entrevista ao portal 'UOL', Radamés avaliou que a CBV foi coerente em sua decisão:
"Sempre é difícil ter unanimidade porque é um assunto difícil, mas acho que, dentro desse cenário, a CBV foi super coerente. Quando o mundo todo negava a participação dessas atletas, a CBV acompanhou o que o COI decidia. O COI, dentro do estudo que realizava, achava que os atletas que tivessem uma taxa hormonal 'tal' poderiam participar das competições em igualdade de condições. A CBV fez isso, muita gente protestou. Fui, inclusive, à Comissão de Esporte na Câmara dos Deputados e expliquei que a CBV estava respeitando o regulamento do comitê internacional"
Radamés ressaltou que a entidade sempre seguiu o que o COI recomendou na questão das atletas trans: "Agora, o COI disse que não pode mais continuar desse jeito. A CBV vai buscar sempre o entendimento do COI e quer sempre preservar a justiça e a igualdade nas competições. Estamos sendo coerentes com os estudos que foram feitos pelo Comitê Olímpico Internacional"
O Comitê Olímpico Internacional divulgou uma nova diretiva de elegibilidade em março onde se pede a comprovação do sexo biológico da atleta por meio do teste do gene SRY, ligado ao cromossomo Y que define o sexo biológico masculino.

