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Presidente da CBV avalia que a entidade foi coerente em mudança de regra de elegibilidade que impacta Tiffany

Radamés Lattari afirmou que a entidade sempre seguiu as diretrizes do COI em relação à participação de atletas trans no esporte

Marcos Antonio 2 min
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Presidente da CBV avalia que a entidade foi coerente em mudança de regra de elegibilidade que impacta Tiffany
Foto: Reprodução/Osasco Vôlei

O presidente da Confederação Brasileira de vôlei Radamés Lattari justificou a decisão da entidade em seguir as regras de elegibilidade do COI, que acabaram colocando a participação da jogadora Tiffany, uma mulher trans, em xeque na temporada. Em entrevista ao portal 'UOL', Radamés avaliou que a CBV foi coerente em sua decisão:

"Sempre é difícil ter unanimidade porque é um assunto difícil, mas acho que, dentro desse cenário, a CBV foi super coerente. Quando o mundo todo negava a participação dessas atletas, a CBV acompanhou o que o COI decidia. O COI, dentro do estudo que realizava, achava que os atletas que tivessem uma taxa hormonal 'tal' poderiam participar das competições em igualdade de condições. A CBV fez isso, muita gente protestou. Fui, inclusive, à Comissão de Esporte na Câmara dos Deputados e expliquei que a CBV estava respeitando o regulamento do comitê internacional"

Radamés ressaltou que a entidade sempre seguiu o que o COI recomendou na questão das atletas trans: "Agora, o COI disse que não pode mais continuar desse jeito. A CBV vai buscar sempre o entendimento do COI e quer sempre preservar a justiça e a igualdade nas competições. Estamos sendo coerentes com os estudos que foram feitos pelo Comitê Olímpico Internacional"

O Comitê Olímpico Internacional divulgou uma nova diretiva de elegibilidade em março onde se pede a comprovação do sexo biológico da atleta por meio do teste do gene SRY, ligado ao cromossomo Y que define o sexo biológico masculino.

Jogadoras como Gabi, Roberta e Rosamaria se pronunciaram publicamente contra a decisão, dizendo que faltou empatia com Tiffany. A atleta de 41 anos, está jogando o campeonato paulista, que já tinha começado quando a decisão da CBV foi anunciada, mas sua participação na Superliga 2026/27 está vetada.

Radamés Lattari lamentou por Tiffany, mas reafirmou que a decisão foi de seguir o COI: "Nós lamentamos, não porque é a Tifanny, mas porque achamos que todo ser humano merece o melhor respeito possível. E a CBV respeita e luta pela inclusão na parte social. Mas, na competição, a CBV vai lutar sempre para que exista o máximo de justiça nas competições. E a igualdade que o Comitê Olímpico aponta é essa, infelizmente."

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#Vôlei#Tiffany#CBV#Radamés Lattari#COI