Corredores quenianos reagiram com consternação, na quinta-feira, a mais um caso de doping envolvendo uma compatriota. A suspensão provisória de Peres Jepchirchir, ex-vencedora da Maratona de Nova York, lançou uma sombra sobre os preparativos para a prova deste domingo.
A Unidade de Integridade do Atletismo (AIU, na sigla em inglês) informou, na sexta-feira, que suspendeu provisoriamente Jepchirchir após um teste positivo para EPO — substância proibida que aumenta o desempenho sanguíneo — em uma amostra coletada antes de sua vitória na Maratona de Sydney.
Na ocasião, seu agente declarou: "Só posso dizer que me sinto péssimo com o que aconteceu. Acredito ser correto que um atleta que utiliza substâncias para melhorar o desempenho seja desclassificado".
"É algo vergonhoso", afirmou Benson Kipruto, atual campeão da prova masculina.
"Alguém com esse perfil, um nome de grande destaque, pode manchar a reputação dos atletas não apenas no Quênia, mas no mundo todo. Estamos aqui correndo, e as pessoas podem acabar pensando: 'Não, esses atletas não estão competindo de forma limpa'."
Jepchirchir protagonizou um dos maiores feitos da história da maratona ao vencer a prova em Nova York — que percorre os cinco distritos da cidade — poucas semanas após conquistar o ouro olímpico em 2021.
Kipruto defendeu a realização de mais testes no período que antecede as World Marathon Majors (as principais maratonas do mundo), especialmente entre atletas de grande renome.

