Surto Olímpico
Voltar

Principais maratonistas do Quênia estão chocados com doping de Jepchirchir: "Vergonhoso"

Maratona será disputada no domingo (1º)

Redação Surto Olímpico 2 min
Compartilhar
Principais maratonistas do Quênia estão chocados com doping de Jepchirchir: "Vergonhoso"
Foto: USA TODAY / VIA REUTERS

Corredores quenianos reagiram com consternação, na quinta-feira, a mais um caso de doping envolvendo uma compatriota. A suspensão provisória de Peres Jepchirchir, ex-vencedora da Maratona de Nova York, lançou uma sombra sobre os preparativos para a prova deste domingo.

A Unidade de Integridade do Atletismo (AIU, na sigla em inglês) informou, na sexta-feira, que suspendeu provisoriamente Jepchirchir após um teste positivo para EPO — substância proibida que aumenta o desempenho sanguíneo — em uma amostra coletada antes de sua vitória na Maratona de Sydney.

Na ocasião, seu agente declarou: "Só posso dizer que me sinto péssimo com o que aconteceu. Acredito ser correto que um atleta que utiliza substâncias para melhorar o desempenho seja desclassificado".

"É algo vergonhoso", afirmou Benson Kipruto, atual campeão da prova masculina.

"Alguém com esse perfil, um nome de grande destaque, pode manchar a reputação dos atletas não apenas no Quênia, mas no mundo todo. Estamos aqui correndo, e as pessoas podem acabar pensando: 'Não, esses atletas não estão competindo de forma limpa'."

Jepchirchir protagonizou um dos maiores feitos da história da maratona ao vencer a prova em Nova York — que percorre os cinco distritos da cidade — poucas semanas após conquistar o ouro olímpico em 2021.

Kipruto defendeu a realização de mais testes no período que antecede as World Marathon Majors (as principais maratonas do mundo), especialmente entre atletas de grande renome.

"Se vou participar da Maratona de Nova York e recebo uma taxa de participação, sugiro que reduzam esse valor e destinem o recurso à AIU, para que intensifiquem os testes — talvez por uns três meses — e garantam que eu esteja competindo de forma limpa", disse ele.

Desde a criação da AIU, em 2017, mais de 140 atletas quenianos sofreram sanções por doping. A suspensão provisória de Jepchirchir representa um novo constrangimento, ocorrendo poucas semanas após a World Athletics (Federação Internacional de Atletismo) anunciar Nairóbi como sede do Campeonato Mundial de 2029.

A Federação de Atletismo do Quênia (*Athletics Kenya*) declarou, na segunda-feira, que mantém uma "política inabalável de tolerância zero ao doping". Jepchirchir tem o direito de recorrer e solicitar a análise de sua amostra B. A atual campeã da prova feminina em Nova York, Hellen Obiri, afirmou que a notícia indica que as medidas antidoping estão funcionando, mas evitou apontar culpa antes que a análise da amostra B seja realizada.

"Se for verdade, seria uma notícia chocante e algo muito ruim para os quenianos", disse Obiri.

Compartilhar
#Maratona#Maratona de Nova Iorque#Quênia