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Romena medalhista olímpica na ginástica artística é suspensa por violar o código antidoping

Barbosu foi bronze no solo em Paris 2024

Regys Silva 2 min
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Romena medalhista olímpica na ginástica artística é suspensa por violar o código antidoping
Foto: Jerome Miron-Imagn Images

A ginasta romena Ana Maria Barbosu foi suspensa por dois anos após cometer três falhas no fornecimento de informações sobre sua localização, em violação às normas antidoping, informou a Divisão Antidoping do Tribunal Arbitral do Esporte (CAS ADD) na quarta-feira.

A suspensão da atleta de 20 anos tem início em 5 de maio de 2026 — data em que começou sua suspensão provisória —, tornando-a apta a retornar em maio de 2028, cerca de dois meses antes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, ressalvada a possibilidade de recurso.

Barbosu contestou as sanções propostas e solicitou uma audiência perante a CAS ADD, mas um juiz determinou que as três falhas no registro de sua localização, ocorridas entre setembro e dezembro de 2025, foram “registradas corretamente”.

Atletas incluídos em grupos de controle (registered testing pools) são obrigados a informar sua localização, incluindo um período diário de 60 minutos durante o qual possam ser encontrados para a realização de exames fora de competição.

Qualquer combinação de três falhas — seja por não comparecimento a exames ou por omissão/erro no fornecimento de informações sobre sua localização — dentro de um período de 12 meses constitui uma violação das normas antidoping, sujeita a uma sanção padrão de dois anos, a depender do grau de culpa do atleta.

"A Divisão Antidoping do Tribunal Arbitral do Esporte (CAS ADD) acolheu parcialmente um pedido de procedimento disciplinar apresentado pela Federação Internacional de Ginástica contra a ginasta Ana Maria Barbosu", declarou a CAS ADD em um comunicado.

A CAS ADD esclareceu que o pedido foi acolhido apenas parcialmente, uma vez que os resultados competitivos obtidos por Barbosu desde dezembro de 2025 não serão anulados.

A Agência Internacional de Testes (ITA), responsável pela gestão do programa antidoping da Federação Internacional de Ginástica, informou que tomou ciência da decisão.

A medalha de bronze conquistada por Barbosu no exercício de solo durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024 continua sendo objeto de um processo distinto no CAS, envolvendo a ginasta americana Jordan Chiles, após o Tribunal Federal Suíço ter remetido a disputa de volta ao CAS para reanálise.

O CAS informou, na quarta-feira, que as partes envolvidas nesse caso solicitaram que nenhuma audiência seja realizada antes de maio de 2027, enquanto o trâmite processual por meio de documentos segue em curso.

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#Romênia#Paris 2024