Degtyarev, que além de chefiar o Ministério dos Esportes também preside o Comitê Olímpico Russo, reconheceu a frustração de Moscou, embora tenha enquadrado a resposta como uma estratégia de negociação, e não de ruptura. ”Apesar de não estarmos satisfeitos com a decisão do COI, continuaremos pragmáticos”, disse ele à TASS, antes de apresentar a reabilitação da Bielorrússia como um sinal político significativo e ressaltar que, pela primeira vez em anos, o órgão olímpico reconheceu publicamente a natureza construtiva de sua cooperação com o Comitê Olímpico Russo.
Essa nuance é o que o dirigente russo agora tenta usar como moeda de troca. Segundo o que ele declarou à agência de notícias, os advogados do Comitê Olímpico Russo (ROC) já entraram em contato com a administração do COI, assim como ele próprio, e o planejamento esportivo para os próximos ciclos permanece aberto. ”Nossos advogados, assim como eu pessoalmente, já nos comunicamos com a administração do COI. O diálogo está em andamento. Não estamos alterando nenhum plano. Estamos nos preparando para os Jogos Olímpicos da Juventude no Senegal este ano e para os torneios classificatórios para os Jogos Olímpicos de Verão de 2028 nos Estados Unidos”, afirmou.
A análise de Degtyarev vai além do movimento olímpico e se estende às federações internacionais como um todo, onde ele argumenta que a posição da Rússia começou a mudar após anos de exclusão quase total. O dirigente disse que o objetivo inicial era abrir caminho para o retorno, mesmo que sob status de neutralidade, mas que esse cenário agora está se transformando em um retorno mais amplo aos símbolos nacionais. ”Hoje, estamos voltando com a bandeira e o hino, e os resultados são óbvios: este ano, nossos atletas estarão liberados para participar de quase todas as competições esportivas internacionais”, concluiu.