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São Paulo x Corinthians: horário, onde assistir e como chegam as equipes à grande final do Brasileirão Feminino

Em vantagem no confronto, as Soberanas, campeãs nacionais em 1997, buscam o título inédito do atual formato da competição; já as Brabas precisam de uma façanha para manter a hegemonia e levar o oitavo troféu ao Parque São Jorge

Thiago Chaguri 5 min
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São Paulo x Corinthians: horário, onde assistir e como chegam as equipes à grande final do Brasileirão Feminino
Foto: Luis Pacca/@lpksphotos

O estádio do Morumbi será palco da grande final do Brasileirão Feminino entre São Paulo e Corinthians na tarde deste sábado (3), às 16h30 (de Brasília). Após vencer o primeiro duelo por 2 a 1, em Itaquera, as Soberanas precisam apenas de um empate para levantar o troféu, enquanto as Brabas, para conquistarem o octacampeonato, necessitam de uma vitória por dois gols no tempo regulamentar ou por um gol para levar a decisão aos pênaltis.

Além do título, a equipe campeã receberá R$ 2 milhões em premiação, enquanto a vice ficará com R$ 1 milhão.

Campeão do 1° Campeonato Brasileiro organizado pela CBF, São Paulo busca a conquista inédita no atual formato

O São Paulo mira seu primeiro título do atual formato do Brasileirão Feminino, que passou a integrar regularmente o calendário em 2013. Anteriormente, o Tricolor já havia conquistado a primeira edição do Campeonato Brasileiro realizada pela CBF, em 1997, quando o torneio sucedeu a Taça Brasil de Futebol Feminino, criada na década de 1980 e reconhecida como a primeira competição nacional da modalidade.

O elenco campeão contava com nomes de peso, como as defensoras Ju Cabral e Tânia Maranhão, as lendárias meio-campistas Sissi e Formiga, além da atacante Kátia Cilene.

Jogadoras do São Paulo comemorando o título brasileiro de 1997 (Foto: reprodução/spfc.net)

Corinthians possui vantagem nos confrontos em mata-mata

O clássico Majestoso já protagonizou cinco decisões no futebol feminino. O Corinthians levou a melhor em quatro delas, com três títulos paulistas (2019, 2021 e 2023) e na única final de Brasileirão entre os rivais, em 2024, quando venceu por 5 a 1 no placar agregado. Além disso, o clube do Parque São Jorge eliminou o São Paulo na semifinal do principal campeonato nacional na edição seguinte.

Apesar do retrospecto desfavorável, o São Paulo leva vantagem nos confrontos eliminatórios mais recentes. Em 2025, as Soberanas derrotaram o Corinthians na decisão da Supercopa e conquistaram o título da competição. Na mesma temporada, também eliminaram o rival nas quartas de final da Copa do Brasil.

Última derrota do Tricolor no Brasileirão aconteceu justamente para o rival

Invicto há 11 partidas no Brasileirão, o São Paulo sofreu sua última derrota na competição justamente para o Corinthians, que venceu por 2 a 1 o duelo válido pela 10ª rodada, disputado em 11 de maio.

Duda Sampaio e Andressa Alves balançaram a rede para o Alvinegro, enquanto Duda Serrana descontou para as Soberanas.

Soberanas lideraram a fase de classificação e permanecem como a melhor defesa

O São Paulo somou 41 pontos, com 13 vitórias, dois empates e duas derrotas na primeira fase. A campanha garantiu a liderança e deu ao clube o benefício de disputar em casa todos os jogos decisivos do mata-mata.

Nesta fase, o ataque passou em branco apenas no empate sem gols com o Grêmio, no jogo de ida das quartas de final. Na volta, a equipe venceu por 2 a 0 e avançou à semifinal.

Diante do Flamengo, o São Paulo saiu atrás do placar no Rio de Janeiro, mas reagiu no segundo tempo e venceu por 3 a 1. Mesmo com a vantagem, as Soberanas novamente demonstraram superioridade e carimbaram a passagem à final com um triunfo por 1 a 0 sobre as Rubro-Negras.

Dos 39 gols marcados na competição, sete foram de Giovanna Crivelari, incluindo o primeiro da vitória sobre o Corinthians na primeira jornada da final. Isa Guimarães é a segunda maior goleadora da equipe, com seis gols. 

Apesar do bom desempenho ofensivo, a principal força da equipe está na defesa. Em 22 jogos, o setor sofreu apenas 13 gols e permanece como o menos vazado do campeonato ao lado do Palmeiras, que caiu nas quartas de final e disputou três partidas a menos.

As Brabas apostam no ataque, que pode atingir a marca de 50 gols

Maior vencedor do Brasileirão, o Corinthians disputa sua décima final consecutiva e soma sete títulos, sendo campeão das últimas seis edições.

Entretanto, o resultado negativo no jogo de ida colocou o clube diante de situações inéditas em sua história no futebol feminino. Além da primeira derrota em um jogo inicial de uma final da competição, o Corinthians nunca havia sido derrotado em Itaquera. O retrospecto na Arena era de 32 jogos, com 29 vitórias e três empates.

Para conquistar o oitavo título, o Alvinegro precisará de uma façanha. Até o momento, todas os times que venceram o primeiro jogo da decisão acabaram campeões.

Vice-líder, a equipe terminou a fase de classificação do Brasileirão com 38 pontos, acumulando 12 vitórias, dois empates e três derrotas. O caminho rumo a final foi pavimentado por quatro vitórias, sendo uma por 3 a 1 contra o Cruzeiro, nas quartas de final, e três placares consecutivos de 1 a 0, contra a própria Raposa e nos dois embates diante do Bahia, na semifinal.

As Brabas apostam na força do ataque para reverter a desvantagem e sair do Morumbi com o troféu. O conjunto é o único a ter ultrapassado a marca de 40 tentos no certame. Com gols em todas as cinco partidas disputadas no mata-mata, o Alvinegro soma 49 e está a apenas um de alcançar a marca de 50, o que garante uma média superior a dois por partida.

O setor ofensivo possui uma boa combinação entre experiência e juventude. Heptacampeã brasileira — seis vezes pelo Corinthians e uma com o Centro Olímpico —, Gabi Zanotti, de 41 anos, divide a artilharia da equipe com Jhonson, de apenas 20, com sete gols.

Gabi Zanotti anotou o tento corinthiano no jogo de ida da final (Luis Pacca/@lpksphotos)

Desfalques

Thiago Viana, treinador do Tricolor, terá o elenco completo à disposição para o duelo decisivo.

Já a treinadora corinthiana Emily Lima contará com o retorno da zagueira Thais Regina, que cumpriu suspensão no jogo de ida. A também zagueira Érika e a volante Ana Vitória estão em fase de transição física e ainda são dúvidas para a disputa.

Arbitragem

Daiane Muniz será a árbitra principal do confronto. Leila Naiara Moreira da Cruz e Maíra Mastella Moreira serão as assistentes.

Rejane Caetano da Silva atuará como quarta árbitra e Adeli Mara Monteiro será a responsável pelo VAR.

Onde assistir

A decisão do Brasileirão Feminino terá ampla cobertura, com opções na TV aberta, TV por assinatura e streaming.

Na TV aberta, Globo e TV Brasil transmitem a partida.

N Sports e Canal UOL exibem o embate tanto na TV fechada quanto no YouTube, que também terá transmissão da GE TV.

SporTV, na TV por assinatura, e Globoplay, no streaming, são outras opções para acompanhar o clássico.

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