O basquete 3x3 feminino do Brasil vem vivenciando um período de franca evolução no cenário internacional. Graças às presenças recentes em etapas de peso como Baku no Azerbaijão e Cingapura, somadas à rodagem do projeto Time Rio nos torneios de nível Challenger, a pontuação brasileira disparou nos últimos meses. O país já figura confortavelmente no grupo dos 20 melhores do planeta e chega embalado pelo excelente resultado obtido em solo cingapuriano, quando as brasileiras alcançaram as quartas de final e fecharam a disputa entre as oito melhores equipes do torneio.
Planejamento Estruturado e Aclimatação na Ásia
Como um dos grandes diferenciais desta etapa tailandesa, a Confederação Brasileira de Basketball proporcionou uma semana inteira de treinamentos e adaptação ao fuso horário e ao clima asiático antes do dia de estreia. Essa medida profissional visa diminuir o desgaste físico das atletas em uma modalidade que exige altíssima intensidade em tiros curtos de dez minutos.
A capitã da equipe, Luana Batista, ressaltou a importância dessa continuidade de investimentos e da presença frequente nos grandes palcos globais. Segundo a líder do elenco, pensar no futuro do 3x3 exige essa presença maciça no exterior, pois os torneios internacionais de primeiro escalão trazem o ritmo de jogo necessário, alavancam a pontuação do país na tabela da FIBA e constroem uma base sólida para a briga real por uma vaga nos Jogos de Los Angeles.
O Caminho no Qualidraw e Chaveamento Principal
Para carimbar o passaporte rumo à chave principal da competição em Bangkok, o Brasil precisará superar o Qualifying Draw A neste sábado (22/08). O grupo é bastante equilibrado e reúne a Croácia e a tradicional equipe da Polônia. Apenas a primeira colocada garante a vaga na fase de grupos definitiva do domingo.

