Remover a grade é um requisito essencial para qualquer chance de admissão. Mas, com ou sem grade, o caminho para obter a aprovação do Comitê Olímpico Internacional (COI) é árduo.
"Acreditamos que, sem a grade, teremos um melhor alinhamento com os valores olímpicos e, quem sabe, o reconhecimento do COI", disse Galastein Tan, diretor-geral da FIMMA, à Associated Press.
Primeiro, o COI teria de aprovar um órgão dirigente para o esporte — existem vários — e, então, os organizadores de Brisbane teriam de incluí-lo na programação.
Até o momento, os australianos não anunciaram quais esportes poderão ser adicionados e, claro, já é tarde demais para entrar nos Jogos de Los Angeles, em 2028.
O COI, em e-mail enviado à Associated Press, esclareceu que, no momento, "as artes marciais mistas não atendem aos... critérios de elegibilidade" para as Olimpíadas.
A principal questão é a imagem violenta do esporte. O COI já teve problemas com a violência retratada nos eSports, portanto, o conflito é evidente.
Essa versão presente nos Jogos Asiáticos assemelha-se mais ao judô ou ao boxe, sendo disputada em um tatame aberto. Sem grade de arame. Homens e mulheres competem, e há dois estilos: o tradicional, com mais luta de solo (*grappling*), e o moderno, com mais golpes em pé (*striking*).
As medidas de segurança incluem: proibição de golpes com o cotovelo; uso de luvas pequenas e protetores de canela pelos competidores; e proibição de joelhadas ou chutes na cabeça quando o lutador estiver no chão.
"Mudar uma percepção leva tempo", disse Tan. “Esperamos poder anunciar que existe uma nova modalidade de MMA, e que essa modalidade está mais alinhada com os Jogos Olímpicos.”