“O primeiro Mundial de cada ciclo olímpico tem sempre o caráter de reinício, ou de início.Trata-se de competições mais leves, nas quais não se disputam vagas olímpicas. É uma excelente oportunidade para renovar equipes, para vermos caras novas, para retomada competitiva após recuperações, exibição de novas séries, adaptação a novos códigos de arbitragem. É também a chance de aproximação com o nosso público, de curtir a modalidade e de desfrutar”, afirma o coordenador da Seleção Brasileira de Ginástica Artística Masculina, Hilton Dichelli.
“Nesta etapa inicial do ciclo, que é o Mundial de Jacarta, vamos colocar os especialistas em seus aparelhos. E os atletas que competem no individual geral vão buscar a maior quantidade de finais que for possível”, declarou o profissional, após treinamento realizado em Doha, no Catar, onde os brasileiros realizam a aclimatação que visa ao evento.
A medalhista olímpica Flávia Saraiva, aos 26 anos de idade, lidera um grupo no qual despontam novos talentos, repetindo assim a trajetória de outras referências na modalidade em determinados pontos da carreira, como Jade Barbosa ou Daniele Hypolito.
“Estou tendo a oportunidade de treinar com atletas dez ou onze anos mais novas do que eu. Eu e a Julia Soares, que temos mais experiência, estamos aqui também para ensinar, podendo mostrar o que é um Campeonato Mundial. Não é hora de cobrança, mas de aprendizado, de amadurecimento de jovens ginastas que estão convivendo com duas medalhistas olímpicas. A gente consegue ensinar até sem palavras. Consegue-se assimilar muita coisa observando postura, comportamento. Nossa corrida pela vaga olímpica começa em 2026. Então, este é o momento de aproveitarem o Mundial, ver o que significa, que sintam os aparelhos e absorvam o que puderem ao lado das melhores do mundo. É um momento muito interessante, de descoberta, pelo qual eu também passei. E que possam voltar felizes ao Brasil, para dar continuidade ao trabalho, cheias de inspiração”.
Francisco Porath Neto, o Coordenador da Seleção Brasileira de Ginástica Artística Feminina, falou sobre o trabalho feito ao longo de 2025. “Assim que acaba uma edição dos Jogos Olímpicos, um novo projeto já começa a ser desenhado. Já dissemos anteriormente que temos uma equipe renovada vindo aí, para se juntar com as atletas mais experientes. Depois de tudo o que fizemos neste ano, inclusive processos seletivos realizados de forma bem correta e transparente, chegamos a este grupo”.