“Eu acredito que o futebol feminino já vem melhorando muito, né? Tem tido uma evolução gigantesca e, desde antes, esse preconceito vem diminuindo cada vez mais. É o meu sonho, porque é um esporte que eu amo, e acredito que, daqui pra frente, só tende a melhorar.”
O projeto atua fornecendo aulas gratuitas para meninas de 6 a 15 anos e já recebe mais de 2 mil alunas e 500 atletas.As categorias sub-15 e sub-17 estão ativas, enquanto a implementação de uma equipe sub-20 está planejada para os próximos anos.
A atleta também falou sobre sua trajetória no futebol e a escolha pela posição de goleira.
“Eu jogo futebol desde pequenininha, mas o meu interesse pela posição de goleira, que é bem específica, surgiu um pouco mais tarde, por volta dos 10 anos. Desde então, nunca mais saí da posição.”
Ao comentar sobre a rotina de treinos, Teca destacou a importância do trabalho dentro e fora do clube.
“Lá na minha cidade, em Itu, eu tenho um preparador de goleiros excelente, que faz todo um trabalho comigo para me preparar. Aqui no SESI também é assim, então eu me considero uma boa jogadora, muito por conta desse trabalho que vem sendo feito comigo.”
O projeto visa, no futuro, ter uma equipe de nível profissional até 2031. O futebol feminino no Brasil ainda é regido por uma lógica totalmente masculinizada, tanto nas posições de liderança, que cuidam do promissor futuro das atletas e continuam sendo ocupadas por homens, os chamados “da velha guarda” do esporte.
Os mesmos perfis continuam porque o sistema se mantém fechado, pouco diverso e resistente à mudança na gestão de mulheres.
A proposta está em ação: vencer o preconceito e os desafios enfrentados por muito tempo, além de dar mais atenção e visibilidade para o desenvolvimento do futebol feminino, desde a base até o alto nível.