Por João Vitor Prudente, Paulo Guimarães, Jennifer Camargos, Thiago Chaguri, Maria Eduarda Castro e Matheus Maia
A Liga das Nações de Vôlei (VNL) é o principal campeonato disputado anualmente entre as seleções de vôlei. Criada em 2018, substituiu a Liga Mundial e o Grand Prix, e deu uma nova cara ao calendário da modalidade – focado na ampliação do alcance e no dinamismo. Durante três semanas, as 18 melhores equipes do mundo se enfrentarão em diversas sedes.
A VNL virou um verdadeiro laboratório para técnicos e atletas. É o momento ideal para testar novas formações, dar chance a jovens talentos e medir forças contra velhos e novos rivais. As partidas costumam ser uma prévia do que vem por aí nos grandes campeonatos, especialmente nos Jogos Olímpicos e o Mundial, que acontece ainda neste ano..
Mesmo sem garantir vaga direta para estas competições, a VNL influencia o ranking mundial. Quem vai bem na Liga das Nações, ganha moral no cenário internacional e fica mais próximo do maior sonho de qualquer atleta: uma medalha olímpica. Neste guia, você vai entender melhor como tudo isso funciona e o que esperar da edição atual da VNL.

Edição atual tem mudança no formato de competição
Com algumas mudanças de formato, a sétima edição da Liga das Nações (VNL) de vôlei feminino se inicia dia 04 de junho e vai até dia 27 de julho de 2025, abrindo a temporada de seleções.
A primeira mudança é o aumento no número de equipes participantes. Em 2024, 16 países participaram da disputa. Em 2025 são 18. Com a mudança, a República Tcheca, vencedora da Challenger Cup no ano passado, e a Bélgica, seleção mais bem colocada no ranking mundial, estão na VNL 2025.
Além do Brasil e dos países europeus mencionados acima, Itália, Países Baixos, Alemanha, China, Polônia, Sérvia, Turquia, Coreia do Sul, Estados Unidos, Tailândia, Bulgária, Canadá, República Dominicana, Japão e França compõem a VNL feminina em 2025.
A mudança no número de equipes gera também alterações no calendário da fase preliminar, que foi dividida em um período de três semanas. Nessa fase, serão três grupos rotativos com seis seleções cada um, no qual cada equipe jogará 12 partidas em três locais diferentes. O número de dias de competição cai de seis para cinco na semana, tendo uma semana a mais de descanso. Após a segunda semana da VNL masculina, haverá uma pausa de uma semana nos dois naipes.
Na fase eliminatória as oito melhores equipes avançam para a fase final. Nesta fase, a grande mudança é o fim da “proteção” para as equipes principais e desafiadoras que até 2024 não podiam ser rebaixadas. A partir deste ano, a pior seleção classificada na competição será rebaixada, dando lugar à seleção mais bem colocada no ranking mundial que ainda não está na Liga das Nações.
A Polônia, país-sede da fase final da Liga das Nações feminina, tem vaga garantida nas quartas de final. Portanto, se a equipe polonesa encerrar a fase preliminar abaixo do top-8, a oitava seleção melhor classificada será eliminada, e a Polônia será considerada a oitava pior geral. Na fase de mata-mata, o cruzamento é olímpico: 1º x 8º (ou país-sede que não se classificar por forças próprias), 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º.
O esquema de pontuação da fase classificatória permanece o mesmo: Vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 garantem três pontos para o vencedor e uma vitória por 3 a 2 garantem dois pontos para o vencedor e um para o perdedor.

Quais são as chances de título para o Brasil?
Após conquistar o bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a seleção brasileira feminina de vôlei se prepara para um novo ciclo, que será iniciado com o início da Liga das Nações. Com a manutenção de peças-chave como a capitã Gabi Guimarães, José Roberto Guimarães aposta na juventude, na polivalência das atletas e testará novas peças no sistema defensivo para manter o alto nível competitivo já visando a disputa do Campeonato Mundial, que será realizado entre agosto e setembro deste ano.




