Não tem discussão: Hugo Calderano já colocou de vez seu nome na história do esporte brasileiro. Nos últimos dois meses ao conquistar o título da Copa do Mundo e o vice do campeonato mundial, foram os inúmeros feitos inéditos que o mesatenista conseguiu para a modalidade no país. Por mais que certa parte do público queira uma medalha olímpica para validar isto, ela não é necessária. Em um esporte tão dominado por um País, Hugo foi um herói solitário, que galgou os altos degraus do topo para enfrentar adversários até então imbatíveis e deixá-los desconfortáveis, algo impensável anos atrás. E isso deve ser exaltado.
E quando falo Calderano foi evoluindo o seu jogo galgando degrau por degrau para chegar ao topo, não é uma metáfora. Desde 2013, ele vem subindo posições em cada mundial, assim como ele vem subindo de produção nos três Jogos Olímpicos que disputou. Mas o quarto lugar em Paris-2024 além de dolorido, faz com que muitos chamados ‘torcedores’ falem pelas redes sociais da vida que ele precisa da medalha olímpica para ser considerado lenda, ou ‘ vence chinês em mundial, mas chega na olimpíada e na hora amarela’, algo que muitos torcedores de ocasião (ou não) adoram falar sem fundamentos.

