Surto Olímpico
Voltar

Temporada 2026/2027 do Grand Prix de Patinação Artística é marcada por cenário renovado de competidores

Grand Prix da França abre a nova temporada

Regys Silva 3 min
Compartilhar
Temporada 2026/2027 do Grand Prix de Patinação Artística é marcada por cenário renovado de competidores
Foto: AP/Lee Jin man

A temporada 2026/2027 da patinação artística começa esta semana com o Grand Prix na França, inaugurando um novo ciclo olímpico com um cenário renovado, após uma onda de aposentadorias e pausas nas competições na esteira dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina.

Alguns dos maiores nomes estão de volta, enquanto outros se aposentaram ou optaram por não competir nesta temporada, abrindo espaço para uma nova geração de candidatos.

O circuito, composto por seis etapas, tem início neste fim de semana com o Grand Prix da França, em Angers. Na sequência, a competição passará pelo Canadá, China, Estados Unidos, Finlândia e Japão. Os seis melhores patinadores ou duplas de cada modalidade garantem vaga para a Final do Grand Prix, que será realizada em dezembro, em Chongqing, na China.

Oito meses após os Jogos de Milão-Cortina, no entanto, o panorama competitivo já apresenta mudanças significativas.

A campeã olímpica Alysa Liu, dos Estados Unidos, não competirá nesta temporada, enquanto a medalhista de prata Kaori Sakamoto, do Japão, anunciou sua aposentadoria das competições.

Com isso, as duas principais atletas dos Jogos deste ano ficam de fora — na ocasião, Liu conquistou o ouro, à frente de Sakamoto e da jovem japonesa Ami Nakai.

A competição masculina também perdeu um de seus grandes nomes olímpicos para esta temporada.

O japonês Yuma Kagiyama, medalhista de prata em Milão e vice-campeão mundial, anunciou em abril que faria uma pausa na temporada competitiva para reencontrar o prazer de patinar e buscar novos desafios.

O americano Ilia Malinin — que deu a volta por cima após um decepcionante oitavo lugar nos Jogos, conquistando posteriormente seu terceiro título mundial — está de volta, assim como o campeão olímpico Mikhail Shaidorov, do Cazaquistão.

Shaidorov protagonizou uma das maiores surpresas dos Jogos de Milão ao conquistar o título na categoria masculina.

"Medalhas não definem uma pessoa. Essa é a mentalidade que tenho agora", disse Malinin à revista Dazed ao comentar a frustração que viveu nos Jogos Olímpicos. "Não se trata mais apenas de ganhar medalhas. Quero transformar o esporte. Quero elevar a patinação artística a um novo patamar de visibilidade. Estou começando a perceber isso agora."

Malinin inicia sua temporada no Skate America, que acontece de 13 a 15 de novembro, antes de competir no NHK Trophy, no Japão, duas semanas depois.

A disputa masculina também conta com o medalhista de bronze olímpico Shun Sato, o bicampeão europeu Adam Siao Him Fa (França) e os americanos Jason Brown e Andrew Torgashev.

Na categoria de duplas, ocorreu talvez a mudança de geração mais evidente.

Os japoneses Riku Miura e Ryuichi Kihara, que conquistaram o título olímpico em Milão, encerraram suas carreiras competitivas ao final da temporada passada.

Os bicampeões mundiais revelaram, em abril, que já cogitavam a aposentadoria antes dos Jogos e, após o triunfo olímpico, sentiram que não tinham mais nada a oferecer no cenário competitivo.

Com a ausência deles, os medalhistas de prata olímpicos Anastasiia Metelkina e Luka Berulava (Geórgia) e os medalhistas de bronze Minerva Hase e Nikita Volodin (Alemanha) figuram entre as principais duplas no início deste novo ciclo.

Já na dança no gelo, o destaque fica por conta dos campeões olímpicos e mundiais Laurence Fournier Beaudry e Guillaume Cizeron (França). Eles conquistaram o título em Milão à frente de Madison Chock e Evan Bates, e de Piper Gilles e Paul Poirier.

Os americanos Chock e Bates optaram por não competir nesta temporada — sem, contudo, anunciar a aposentadoria —, enquanto os canadenses Gilles e Poirier decidiram ficar de fora do circuito do Grand Prix.

Essa ausência oferece a Fournier Beaudry e Cizeron — que conquistaram o título olímpico logo na primeira temporada em que competiram juntos — uma oportunidade precoce de se consolidarem como a principal dupla de dança no gelo neste novo ciclo de quatro anos.

Os britânicos Lilah Fear e Lewis Gibson, medalhistas de bronze no mundial de 2025, também esperam aproveitar essa oportunidade.

Compartilhar
#Grand Prix de Patinação Artística#Esportes de Inverno