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Tifanny Abreu tem liminar suspensa e novamente fica impedida de jogar

Advogados de Tifanny vão recorrer no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

Marcos Antonio 2 min
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Tifanny Abreu tem liminar suspensa e novamente fica impedida de jogar
Foto: Camile Meenzes/CBV

Tifanny Abreu teve uma dupla derrota nos tribunais nesta sexta (23). Audiências no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu a liminar de primeira instância que autorizava a atleta a defender o Osasco na Superliga. no mesmo dia, a Justiça Desportiva decidiu por unanimidade retirar a elegibilidade da atleta em competições em solo nacional. Com as duas decisões negativas, Tifanny volta a não poder atuar me partidas de vôlei.

Em nota, a Confederação Brasileira de vôlei (CBV) reafirmou que "cumpriu integralmente a decisão anterior enquanto ela esteve em vigor, e seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva. A entidade mantém seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas, e reitera que sua Política de Elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente a todas, alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol."

A próxima partida de Tifanny seria neste sábado, às 16h (horário de Brasília), em Belo Horizonte, onde o Osasco enfrentaria o Mackenzie, válido pela segunda rodada da Superliga feminina. O clube afirmou que seguirá dando suporte para a atleta e o seus departamento jurídico está alinhado com os advogados de Tifanny.

Em entrevista ao ge.globo, a defesa de Tifanny Abreu, liderada pelo advogado Luis Fernando Novaes, afirmou que vai entrar com um pedido de reavaliação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e perseguir os caminhos da Justiça comum.

Entenda o caso

Tifanny Abreu, de 41 anos, joga na Superliga desde 2017 e está na sua sexta temporada no Osasco. A oposta, mulher trans, teve sua elegibilidade retirada pela CBV em agosto, que se apoiou na nova regra do COI em exigir que atletas femininas apresentem o teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. A atleta que não comprovar a elegibilidade ficará impedida de disputar as competições. Tifanny jogou o campeonato paulista, que já tinha começado e a regra nova não valeu.

Tifanny conseguiu uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro, que fez a jogadora atuar na Supercopa do Brasil e no primeiro jogo do Osasco na Superliga. Agora, com a liminar suspensa, a oposta voltou a estar inelegível para as partidas da Superliga 2026/27

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#Tifanny Abreu#CBV#COI#Liminar#Justiça Desportiva#TJRJ