A Federação Romena de Ginástica anunciou a suspensão temporária da treinadora Camelia Voinea de todas as atividades.
Voinea foi afastada de qualquer atividade realizada sob a égide da federação, uma vez que a Comissão Disciplinar concluiu que as múltiplas alegações de maus-tratos contra ela são tão graves que ultrapassam a esfera esportiva e exigem uma investigação criminal pelas autoridades estatais competentes.
Em resposta, a entidade suspendeu seus próprios procedimentos esportivos internos e entregou o caso integralmente ao sistema judiciário comum da Romênia.
A investigação ganhou força após declarações públicas da ginasta de elite Denisa Golgotă, seguidas por relatos de outras atletas da seleção nacional, incluindo Mara Ceplinschi e Anamaria Mihaescu. Golgotă alegou, em termos explícitos, que Voinea a ameaçou com violência severa: ”Ela chegou a dizer que me bateria até eu ficar desfigurada e precisar de cirurgia plástica”.
A polêmica foi ainda mais alimentada por uma ex-ginasta do clube Farul Constanta, onde Voinea treinou após se aposentar, que agora fez revelações profundamente perturbadoras sobre seus métodos. Em entrevista ao portal local GOLAZO.ro, ela acusou a treinadora de abuso físico e psicológico, que a teria levado a pensamentos suicidas.
Embora o caso tenha ganhado repercussão internacional, chamou a atenção do público pela primeira vez em novembro de 2025, quando imagens circularam na mídia romena mostrando Voinea aparentemente maltratando verbalmente sua filha, Sabrina. A veterana não é apenas mais uma treinadora: ela é medalhista de prata olímpica em Seul 1988 e mãe e treinadora de Sabrina Maneca-Voinea, a estrela romena no centro da polêmica sobre a pontuação no solo nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

