Há histórias de família que parecem esperar a hora certa de acontecer. E histórias do esporte reforçam laços familiares. A da família Azevedo é uma combinação dos dois casos. No dia 7 de junho de 2026, na Grécia, três gerações de cavaleiros da mesma família entraram juntas em uma pista para representar o Brasil em uma Copa das Nações. Nunca havia acontecido.
No centro de tudo, Luiz Felipe de Azevedo, o Felipinho. Aos 72 anos, ele voltou a competir no circuito europeu e reencontrou uma rotina que conhece bem. São mais de seis décadas sobre cavalos e uma carreira marcada por grandes conquistas — destacadamente duas medalhas olímpicas de bronze, em Atlanta 1996 e Sydney 2000.
Desta vez, porém, ele era um Azevedo a mais. Ao seu lado estavam os filhos Luiz Felipe de Azevedo Filho, de 51 anos, e Luiz Francisco de Azevedo, o Chiquinho, de 41. E também o neto, Luiz Felipe de Azevedo Neto, de 21. “Embora eu estivesse afastado das competições de alto nível há mais de dez anos, meu filho mais velho me ligou e questionou se eu estaria pronto para realizarmos nosso sonho juntos. Voltar a saltar na Europa é maravilhoso, às vésperas de completar 73 anos. Mas incrível mesmo é saltar com meus filhos e meu neto representando o Brasil em uma Copa das Nações, um fato inédito no esporte mundial”, contou Felipinho.

