O Brasil desceu na Argentina como um dos favoritos às conquistas do triatlo, nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé/2026. Após não conquistar os melhores resultados nas provas individuais – com apenas a medalha de prata de Djenyfer Arnold – no Revezamento Misto (Mixed Relay), os brasileiros foram consistentes, imprimiram bom ritmo e conquistaram o ouro, com um tempo de 1:25:51, 0:07 à frente da equipe do Chile (a outra favorita) e 1:01 sobre a terceira colocada, a Venezuela.
O quarteto titular do Brasil, formado por Djenyfer, Vittoria Lopes, Antonio Bravo Neto e Vinicius Avi Sant’Ana, mostrou muita constância e sempre esteve entre os primeiros colocados, mantendo o ritmo para a conquista que se colocava no horizonte.
Djenyfer abriu os trabalhos com seu ponto forte, a natação. Mantendo um ritmo firme e dentro da sua especialidade, saiu da água na primeira posição. Na transição para o ciclismo, caiu para o 2º lugar e, após a finalização do trecho, acabou sendo ultrapassada pela venezuelana Rosa Martinez e pela colombiana Maria Velasquez. Porém, com ótima recuperação, Djenyfer conseguiu fazer um excelente trecho na corrida, ultrapassou a atleta da Venezuela e entregou o revezamento na 2ª posição.
Antonio Bravo Neto, então, assumiu e seguiu em frente, tentando manter o ritmo da companheira brasileira. Na natação, terminou em segundo, mas já caiu para terceiro na transição, atrás do colombiano Nicolas Gomez e do venezuelano Yhousman Perdomo, mantendo a 3ª colocação durante todo o ciclismo. Na corrida, contudo, Antonio acelerou, ultrapassou Gomez e terminou a 11 segundos de Perdomo, entregando para Vittoria Lopes a disputa com o 2º lugar.
Aqui, um destaque importante: Vittoria foi o grande destaque da equipe brasileira na prova. Já na natação, também sua especialidade, não tomou conhecimento das adversárias Yaniuska Jimenez (VEN) e Valentina Alvarez (COL), e já assumiu a liderança na água, mesmo. Manteve um ritmo muito forte, se isolou na primeira colocação no ciclismo, fez a corrida sem ser ameaçada e passou o bastão em 1º lugar com folga.
Neste meio tempo, a equipe chilena, que era favorita ao lado do Brasil, ia escalando posições após um início ruim e chegava, com Rafaela Capó, na terceira colocação para a reta final.
Fechando o revezamento, Vinicius Avi Sant’Ana foi para a água na primeira posição e assim se manteve, mas o chileno Diego Moya assumiu o 2º lugar e se manteve perigosamente em seu encalço, diminuindo a diferença aos poucos. O susto, então, veio: na transição 2 (entre ciclismo e corrida), o brasileiro errou a saída para iniciar a corrida e foi ultrapassado pelo atleta chileno. Mas, nada que tenha durado muito: em poucos segundos, Vinicius imprimiu velocidade, ultrapassou Diego Moya e seguiu absoluto até a linha de chegada, colocando ainda 0:07 sobre o triatleta do Chile.
Um roteiro de cinema para uma prova que tinha tudo para ser do Brasil, nestes Jogos. Se a quarta-feira não foi como todos esperavam, esta sexta teve tudo que o brasileiro está acostumado: fibra, luta, reviravoltas, esforço, não desistir jamais e o belo sorriso dourado, com as medalhas no peito, no lugar mais alto do pódio.
Triatlo brasileiro conquista o ouro no “Revezamento Misto” dos Jogos Sul-Americanos 2026
Prova marcada por muita intensidade e entrega tem sustos e lugar mais alto do pódio para o “Time Brasil”.
Marcos Domínguez 2 min

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