No dia que marcou a estreia do atletismo nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, o Brasil conquistou 31 medalhas (14 de ouro, 11 de prata e seis de bronze) e passou a marca de 100 pódios na competição – chegando a 120 no total.
Agora, o Brasil soma 57 medalhas de ouro, 40 de prata e 23 de bronze, ampliando a vantagem na ponta do quadro geral da competição. A Colômbia é a segunda colocada, com 82 medalhas no total (28 ouros, 27 pratas e 27 bronzes), seguida pelo Chile, que tem 50 (14 ouros, 10 pratas e 26 bronzes).
Medalha 100 nas piscinas
A medalha número 100 da delegação brasileira em Valledupar foi foi dourada – conquistada pela potiguar Cecília Jerônimo, na prova dos 400m livre da classe S8 (limitações físico-motoras). Para ficar com o ouro, ela completou a prova em 5min31s30. A carioca Camila Teixeira Dias ficou com a prata, com o tempo de 5min47s22.
“Tenho certeza que toda a comissão técnica, todos os atletas fazem parte dessa contagem de medalha. E vão vir muitas mais. Fico feliz por poder contribuir. É minha primeira medalha individual aqui, ainda tenho mais três provas individuais e revezamento. É um marco para mim competir aqui; é a segunda edição dos Parasul-Americanos e eu estive em Santiago 2014. Poder repetir a medalha de ouro depois de 12 anos é muito bom”, celebrou Cecília Jerônimo.
A atleta conquistou a medalha de prata nos 50m livre em Paris 2024, mas foi afastada dos treinamentos da Seleção Brasileira em 2025 após quebrar o pé durante uma atividade na academia. Foram seis meses longe das competições.
Cecília voltou a competir em dezembro de 2025, no Campeonato Brasileiro de Natação, onde garantiu índice para disputar os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar. Ela voltou a treinar com a Seleção Brasileira na segunda semana de treinos da temporada 2026, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.
Outro destaque do dia na natação brasileira, que obteve 11 medalhas no total foi mais um pódio triplo para o Brasil, agora na prova dos 200m livre, da classe S14 (deficiência intelectual). A mineira Ana Karolina Soares ficou com o ouro, com o tempo de 2min18s77, seguida pela paulista Stephanie Ariodante, que fez 2min21s56, e pela paranaense Beatriz Carneiro, que completou a prova em 2min25s56.
Estreia do Atletismo com 20 medalhas
O maior número de pódios do Brasil neste domingo veio do atletismo: foram 20 (11 ouros, cinco pratas e quatro bronzes). Foram quatro dobradinhas brasileiras na modalidade.
Nos 100m T12 (deficiência visual), a rondoniense Ketyla Teodoro ficou com o bronze, com o tempo de 12s61, e a capixaba Lorraine Aguiar ficou com o ouro (12s01).
Na mesma prova, entre os homens, o mato-grossense Renato Oliveira fez o tempo de 12s10 para ficar com o bronze, e o paraibano Joeferson Marinho ficou com o bronze, com o tempo de 11s65.
O paraense Alan Fonteles conquistou a medalha de ouro, com o tempo de 11s53 na prova dos 100m T64 (amputados de membros inferiores com prótese); o gaúcho Wallison Fortes também subiu ao pódio, com o bronze, após fazer completar o percurso em 11s58.
Na classe T53/T54 (competem em cadeira de rodas), o ouro ficou com o paulista Leonardo Mello, que completou os 100m em 14s08; o paraibano Ariosvaldo Silva, o Parré, ficou com o bronze, com o tempo de 14s71.
Eliminatórias do badminton
No segundo dia de competições do badminton, 14 partidas tiveram brasileiros competindo.
O saldo foi positivo: oito vitórias e cinco derrotas, sem contar um duelo que envolveu dois atletas do país.

