Schott destacou o alto nível demonstrado por alguns competidores e rejeitou a ideia de que a idade devesse limitar o potencial deles. "Não gosto de impor limites a nenhum atleta, pois, seja júnior ou sênior, todos possuem diferentes níveis de habilidades", explicou. Alguns poderão ter idade suficiente no próximo ano para integrar as equipes nacionais adultas (sênior). "Competir em nível mundial é uma jornada. Em cada competição, você aprende algo e continua a se desenvolver", disse ela.
Segundo o sistema de classificação aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional e pela World Aquatics, os Jogos de Los Angeles (LA28) oferecerão 96 vagas para atletas em dois eventos de natação artística: Equipes e Duetos. A competição contará com 10 equipes de oito integrantes — com no máximo dois homens em cada uma — e 18 duetos femininos. A classificação começará com o Campeonato Mundial de Budapeste 2027 e os campeonatos continentais, encerrando-se na Superfinal da Copa do Mundo de Natação Artística da World Aquatics de 2028; os Estados Unidos têm vaga garantida em ambos os eventos por serem o país-sede.
Schott também afirmou durante a entrevista que o sistema de pontuação tornou os resultados menos previsíveis. "É imprevisível. Não sabemos quem vai ganhar", disse ela. "Isso dá esperança a todos os atletas e equipes de que eles têm chances reais." Como as regras ainda estão em evolução, ela afirmou que treinadores e nadadores precisavam escolher um nível de dificuldade que pudessem executar de forma realista, para evitar uma sucessão de notas base (*base marks*) — uma situação que ela apelidou, em tom de brincadeira, de "festa da nota base".
A presença crescente de atletas homens foi outro destaque do Campeonato Mundial Júnior de Natação Artística da World Aquatics, em Budapeste. "Nunca tivemos tantos homens no esporte como vimos aqui", disse Schott. "Os homens, os garotos, trazem uma energia diferente para a modalidade, o que é ótimo." Várias delegações incluíram homens nas provas por equipes: a França contou com dois na rotina técnica; a China, na rotina livre; e a Itália, na rotina acrobática.