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Zé Roberto Guimarães revela que houve três propostas na mesa e escolheu treinar nos Estados Unidos

O técnico da seleção feminina de voleibol também falou de sucessão no comando e do seu projeto na Superliga de vôlei, o Barueri

Gabriel Alcantara 3 min
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Zé Roberto Guimarães revela que houve três propostas na mesa e escolheu treinar nos Estados Unidos
Foto: Mauricio Val/FV Imagem/CBV

O técnico da seleção feminina de voleibol, Zé Roberto Guimarães, falou em entrevista que o Surto Olímpico esteve presente, durante a COB Expo, no começo de outubro, sobre vários tópicos da sua longeva carreira na modalidade e da sua futura sucessão no comando técnico.

Zé Roberto detalhou a sua escolha para treinar o LOVB Los Angeles, com estreia na temporada para janeiro de 2027. Além de entender a atmosfera dos Estados Unidos, como local das Olímpiadas de 2028 e país-sede da Copa do Mundo de Vôlei de 2027, em conjunto com o Canadá, o técnico vê com grandes olhos o crescimento que a liga vem fazendo, nos investimentos em organização e de franquias.

"Eu tinha recebido três convites, um para a Itália, outro para a Turquia e esse dos Estados Unidos. E depois ponderei para ver qual é a qual seria a melhor escolha, né? E acho que a LOVB tem tudo para crescer, é um campeonato que vai para o seu terceiro ano, as franquias aumentaram, eram seis, agora são dez. E eu tô vendo uma possibilidade de crescimento, uma busca muito grande pela melhoria da organização. Eu nunca morei nos Estados Unidos; morei na Itália, morei na Turquia e eu acho que essa é uma oportunidade que eu tive de tá numa franquia nova com algumas jogadoras que eu já conhecia, não fui eu que escolhi, né? Já tinham assinado com a LOVB quando me levaram para lá, mas eu vejo como um grande desafio."

A sucessão é um ponto a ser discutido para o futuro da seleção feminina, pós-olimpíadas. E o atual técnico da seleção, tricampeão olímpico, ressaltou os técnicos da base que podem ser observados para futuramente assumir esse posto. Zé também falou que a Fofão não quer ser técnica.

"A Fofão ela não quer ser técnica. Ela foi técnica da seleção sub-17, ela voltando eu falei você quer continuar, vai continuar falou não, eu não quero ser técnica, posso trabalhar como na comissão técnica, é legal e ela fez muito bem isso e infelizmente não é um uma coisa que ela sonha em ser técnica, infelizmente, porque eu acho que ela teria condições, mas eu acho que primeiro ela teria que começar na base, como ela começou. Se no futuro ela mudar de opinião mais para frente, mas eu acho que hoje se eu tivesse que dizer um técnico para me substituir e que eu vejo ele cada vez melhor trabalhando é o Paulo Coco. Todos esses treinadores que tão com a gente, né, Wagão, Boni, Paulinho, são técnicos jovens que tão fazendo o seu trabalho, que tão mostrando a que vieram, né, e enfim, que tão sendo vistos. E aí os resultados vão falar por si, tem uma série de coisas que vai ser colocada em cima da mesa.

Zé Roberto Guimarães também opinou sobre o seu projeto na Superliga de Vôlei, o Barueri, em que vê como meta a permanência para mais um ano na elite do voleibol brasileiro. Na última edição (2025/26), o clube foi o primeiro fora da zona de rebaixamento à Superliga B, com cinco vitórias e dezessete derrotas.

"Eu acho que nós vamos ter que lutar muito. A gente perdeu praticamente o time todo o ano passado e tivemos que reconstruir o time. Nós ficamos nas semifinais do Paulista e lógico que foi a montagem do time, o Waguinho também na seleção, é uma série de coisas que culminaram com essa situação, mas agora com tempo de trabalhar, eu tenho acompanhado alguns treinos, tenho visto o que as meninas estão fazendo, a dedicação que elas estão lá tentando melhorar, tentando evoluir. E o mais importante é a gente lutar para se manter ali, no meio da da classificação, lutando e o que a gente não pode é cair."

Agora com a temporada 2026/27 de voleibol a todo vapor, a seleção brasileira feminina somente vai se reencontrar a partir de final de abril, começo de maio, para a preparação das grandes competições em que o Brasil vai disputar no próximo ano. A Liga das Nações, em junho, que terá a primeira etapa sediada em São Paulo pela primeira vez na história e a Copa do Mundo, com sede nos Estados Unidos e Canadá, começando no dia 20 de agosto.

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