Bindilatti se despede da carreira com um décimo nono lugar
O trenó brasileiro do bobsled cumpriu sua missão. Neste domingo (22), tivemos as duas últimas descidas do 4-man e o Brasil além de se garantir na final, superou o seu melhor resultado em Jogos olímpicos terminando na décima nona colocação com o tempo de 3m41s14. O Resultado superou o vigésimo lugar conquistado nos Jogos Olímpicos de Pequim 2022.
Edson Bindilatti, Davidson de Souza ‘Boka’, Luís Bacca e Rafael Souza conseguiram o tempo de 55s38 na terceira
descida, ganhando uma posição em relação à classificação de sábado (21) e se garantindo na descida final. Na decisão, o Brasil fechou em 55s30, garantindo o 19º lugar, a 0s02 do trenó canadense.
“Essa competição foi sensacional. Aqui estão os melhores do mundo. Chegar aqui e fazer o melhor resultado da história do bobsled para o Brasil é um feito muito grande. Porque a gente trabalha duro… eu só tenho a agradecer a esses caras, a todos os atletas que passaram por aqui, todos fizeram parte de ter um resultado histórico agora nos Jogos Olímpicos”, comentou Edson Bindilatti após a prova.
Seus companheiros de equipe celebraram a carreira de Bindilatti, que encerra sua carreira oficialmente em Milã-Cortina: “Esse cara que foi quem me trouxe pro esporte, que abriu as portas e me mostrou o caminho. E o bobsled mudou minha vida de uma forma gigantesca. É uma honra representar a Seleção Brasileira e poder fazer a diferença na vida das pessoas pelo esporte”, comentou. Boka
Seu companheiro de equipe Rafael Souza, que durante três edições de Jogos Olímpicos esteve ao lado de Edson Bindilatti também não escondeu a alegria. “Uma satisfação competir uma última Olimpíada com esse cara. Ele me ajudou bastante fora e dentro das pistas, me ajudou a ser mais dedicado nas coisas, mais focado. Estou feliz pra caramba com nosso resultado”, garantiu.
Bindilatti ainda terá a honra de ser o porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Encerramento, neste domingo. Homenageado após sua sexta participação olímpica, o Homem de Gelo também eternizou seu nome na história ao entregar seu capacete para o Comitê Olímpico Internacional. A peça ficará exposta no Museu Olímpico do COI, em Lausanne, na Suíça.










