Brasil desfila com “passinho brasileiro” e brilha na abertura dos Jogos de Milão-Cortina 2026

Lucas liderou delegação em Milão e Nicole Silveira foi a porta-bandeira em Cortina

Foto: Gabriel Heusi/COB
Foto: Gabriel Heusi/COB

O desfile no Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos de Milão-Cortina 2026, na Itália, foi liderado pelo esquiador Lucas Pinheiro e a sledder Nicole Silveira e realizada em quatro locais: Milão, Cortina D’Ampezzo, Predazzo e Livigno. A passagem brasileira foi marcada por dancinha e quebra de protocolo.

Estes não foram os únicos brasileiros na cerimônia, pois a ginasta Rebeca Andrade carregou a bandeira olímpica no San Siro como convidada pelo comitê local.

A edição olímpica de Milão-Cortina 2026 deu o pontapé formal nos Jogos em que o Brasil terá a primeira oportunidade real de medalha olimpica. Lucas Pinheiro é o principal favorito a um pódio no esqui alpino após uma temporada brilhante na Copa do Mundo da modalidade. Nicole Silveira e Pat Burgener também são cotados.

Foto: Reprodução

Lucas Pinheiro, do esqui alpino, foi o responsável por levar a bandeira do Brasil na cerimônia principal no Estádio San Siro, também chamado de Giuseppe Meazza, junto a esquiadora cross country Bruna Moura. Lucas entrou com muito sorriso no rosto e durante a passagem pelo San Siro entregou a bandeira para Bruna, atleta que sofreu acidente gravíssimo no caminho para a disputa dos Jogos de Pequim-2022, na China, e finalmente faz a estreia em edições olímpicas.

O gesto foi uma quebra de protocolo do desfile, mas um momento emocionante para Bruna, que se recuperou de acidente de carro que quase a matou dias antes do embarque para os Jogos de Pequim em 2022 e em 2023, ela ainda teve que superar uma toxoplasmose que a deixou quase um ano parada sem competir e a fez perder 25% da visão. . A dupla foi acompanhada por Emilio Strapasson, presidente da Confederação Brasileira de Gelo (CBDG) e chefe de missão do Brasil.

Foto: Julián Polo/COB

Em Cortina, Nicole Silveira e os atletas do bobsled Edson Bindilatti, Luís Bacca, Rafael Souza, Davidson de Souza e Gustavo Ferreira entraram no desfile com dancinha liderada por Nicole. A delegação brasileira entrou no ritmo da sledder com passinho e muito sorriso.

Foto: Gabriel Heusi/COB

Nas demais sedes, Eduarda Ribera e Manex Silva desfilaram junto a dois oficiais (Caio Freixeda, treinador, e Tatiana Freira, chefe da equipe) pelo Brasil em Pedrazzo e os snowboarders Pat Burgener e Augustinho Teixeira, com direito a mortal, representaram o país tropical em Livigno.

A abertura

A cerimônia foi marcada por beleza, moda, música e estilo a moda italiana. O início foi com tributo as esculturas e a arte do país com os grandes escultores homenageados, em seguida vários aspectos culturais do país foram apresentados como monumentos, notas musicais, criados na Itália, e a pintura.

Foto: Gabriel Heusi/COB

O ícone internacional Mariah Carey cantou Volare em italiano e levou o público a loucura com a maravilhosa voz da cantora.

Junto as modelos que formaram a bandeira italiana com ternos belíssimos, a cantora Laura Pausini foi ao palco para cantar o hino italiano “Il Canto degli Italiani”. Ao mesmo tempo, em Cortina, coral também entoava o hino da Itália na união da cidade com a montanha, mote dos Jogos italianos. Laura e o coral acompanharam o hasteamento das bandeiras da Itália nas duas principais sedes dos Jogos Olímpicos.

Para encerrar a primeira parte artística antes dos desfiles, os anéis olímpicos foram formados no Estádio San Siro com destaque para o dourado e muita luz.

O desfile ainda ficou marcado por ausência da equipe grega no desfile de San Siro após resposta negativa da organização dos Jogos para que a Grécia entrasse com toda sua equipe no Estádio. O comitê helênico, portanto, enviou os atletas da delegação para Cortina e Pedrazzo como forma de protesto. Além disso, delegações de EUA e Israel receberam vaias do público presente no San Siro.

Após a delegação italiana encerrar o desfile no San Siro, foi realizada uma homenagem dos 100 anos de Jogos Olímpicos de Inverno desde Chamonix 1926, na França, até Milão-Cortina 2026, na Itália.

O palco foi tomado por Giovanni Malagò, presidente do comitê organizador, e Kristy Coventry, presidenta do Comitê Olímpico Internacional (COI) que falou pela primeira vez como a gestora máxima do órgão de forma pública. Em seguida, o presidente da Itália Sergio Mattarella anunciou abertos os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026.

A ginasta Rebeca Andrade e demais convidados entraram no palco com a bandeira olímpica para o hasteamento no Estádio San Siro.

Foto: Gabriel Heusi/COB

As piras olímpicas foram acesas por Alberto Tomba e Deborah Compagnoni, em Milão, e Sofia Goggia, em Cortina, lendas do esqui alpino italiano.

Matheus Maia

Matheus Maia

Jornalista esportivo, longboarder nas horas vagas e carioca de 27 anos. Escrevo sobre tênis, vôlei, canoagem e muito mais. Surtado desde 2023. Contato: maia.matheusvb@gmail.com
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