A esquiadora conseguiu completar as três provas que disputou
As esquiadoras Bruna Moura e Duda Ribera finalizaram suas participações nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. As duas participaram de três provas do esqui cross-country: Sprint Clássico, 10km Livre e Sprint Livre por Equipes.
O Brasil conseguiu a melhor participação em provas de revezamento, com o 21º lugar no Sprint Livre por Equipes, no tempo de 7:37.26. Bruna Moura conseguiu completar no 36º tempo individual, com 3:41.60 e ficou muito contente de completar mais um evento do esqui cross-country.
“Acredito que consegui dar o meu melhor na prova. Considero muito bom. Foi o melhor resultado do Brasil em provas de revezamento, a 21ª colocação. Estou bem feliz por fazer parte disso. Acredito que consegui dar o meu melhor na prova. Desconheço meu tempo, mas, para mim, o tempo é secundário. O que eu desejava era concluir a prova, ciente de que me dediquei ao máximo. Tenho essa sensação de que dei tudo de mim.”
A dupla com Duda Ribera e o momento brasileiro no inverno
Bruna fala como foi competir ao lado de Duda Ribera, companheira dela na prova de Sprint Livre por Equipes: “Esta foi a primeira vez que competi com a Duda. Anteriormente, participei de outras duas provas de revezamento com a Jaqueline Mourão. É sempre uma mistura de emoções. Desejo entregar o meu melhor, e há a ansiedade de que a outra atleta também obtenha um ótimo resultado, porque, no final, o que importa é a soma dos tempos. Mas, principalmente nesse formato de competição, você sente que é um experimento em grupo, no qual você não tem muita influência sobre o desempenho dos outros. Mesmo sendo uma prova em equipe, você deve fazer o melhor o tempo todo. É uma experiência legal competir em dupla, mas, nesse formato, você sente que é um pouco individual.”
Esse momento do Brasil está sendo uma chave de virada no esporte olímpico de inverno brasileiro, na qual chegou a sua primeira conquista, com Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante e as melhores posições brasileiras da história em modalidades como o próprio esqui cross-country, além do esqui alpino, bobsled e skeleton.
“O Brasil tem evoluído cada vez mais nos esportes de inverno. Se compararmos com os anos anteriores, tínhamos uma equipe menor e resultados inferiores. Aos poucos, estamos chegando lá. Ainda estamos distantes de alcançar resultados expressivos, principalmente no esqui cross-country. Mas tudo demanda tempo, investimento e desenvolvimento. Se continuarmos nesse ritmo, acredito que, em algum momento, obteremos resultados melhores, pois já vimos de uma evolução há um bom tempo”, complementa Bruna Moura.
Melhores momentos e a primeira prova olímpica
Bruna conta dos seus melhores momentos durante as olimpíadas de inverno em Milão-Cortina e a sua primeira olímpiada, na qual foi adiada por quatro anos, devido a lesões que a tiraram de Pequim 2022: “São muitos momentos, é difícil escolher apenas um. Mas posso dizer que a final dos 10 quilômetros foi algo muito especial. Celebrar aquele momento com outras atletas e com as medalhistas olímpicas foi algo que, para mim, se junta à minha primeira vez cruzando a linha de chegada nos Jogos Olímpicos.”
Mesmo sendo um dos melhores momentos de Bruna em toda a Olimípiada, ela sentiu toda a expectativa de ser uma futura atleta olímpica que concluiu uma prova em Jogos Olímpicos, em que essa emoção afetou o seu desempenho durante o sprint clássico: “Minha melhor especialidade é o sprint clássico, e creio que, na verdade, foi minha pior prova aqui, porque foi a primeira. Na linha de largada, como seria a partir dali, eu me tornaria uma atleta olímpica oficialmente, eu estava muito emotiva e tremendo bastante, então toda a minha força foi embora. Não consegui ter o desempenho que sei que poderia ter tido em uma prova comum. Mas, ao mesmo tempo, estou muito feliz, porque ainda assim foi uma boa performance. Acredito que, para 2030, quando eu voltar, essa ansiedade e emoção estarão mais controladas, e conseguirei entregar um resultado melhor para o meu país.”
Duda Ribera no sprint livre por equipes

Ainda tivemos Duda Ribera completando o percurso com tempo de 3:55.66, 48º melhor tempo individual. Ela relatou que ficou muito contente pela performance: “Eu acho que foi bom, melhor do que eu esperava. Eu não estava treinando de provas de sprint então acho que foi bom e estou feliz com o resultado, que venham os próximos Jogos Olímpicos. Acho que foi incrível a experiência, bem melhor do que Pequim, estou muito feliz com tudo que aconteceu e poder ter minha família aqui foi a melhor experiência, a melhor coisa, o melhor apoio que eu tive até hoje, então estou muito contente com isso.










