Uhlaender alegou que o Canadá manipulou o resultado da última prova da Copa América de Skeleton, tirando as suas chances de classificação dos Jogos
Uhlaender alegou que o Canadá manipulou o resultado da última prova da Copa América de Skeleton, tirando as suas chances de classificação dos Jogos

A última chance da atleta estadunidense de skeleton Katie Uhlaender de se classificar para os Jogos Olímpicos de Inverno pode ter sido perdida na segunda-feira (2), após o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) declarar que não tem jurisdição para alterar o resultado de uma prova que poderia ter garantido a ela uma vaga nos Jogos de Milão-Cortina.
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Uhlaender, cinco vezes olímpica, queria que o CAS, segundo o tribunal, determinasse se o técnico da equipe canadense de skeleton manipulou o resultado de uma prova ao retirar quatro atletas da etapa da Copa Norte-Americana em Lake Placid, Nova York, no dia 11 de janeiro. A manobra do Canadá reduziu a quantidade de pontos disponíveis no ranking, e Uhlaender não conseguiu se classificar para as Olimpíadas.
A Federação Internacional de Bobsled e Skeleton já havia decidido que nenhuma regra foi violada, e o Comitê Olímpico Internacional acatou essa decisão. Assim, Uhlaender levou seu caso ao CAS e teve uma audiência marcada para domingo.
Um dia depois, o CAS afirmou que sua divisão, criada para os Jogos de Milão-Cortina, só pode resolver disputas que ocorram dentro de 10 dias após o início dos Jogos — ou seja, a partir de 27 de janeiro. A prova em questão aconteceu em 11 de janeiro e o tribunal de apelações da IBSF proferiu sua decisão em 23 de janeiro.
“Consequentemente, o recurso ficou fora da jurisdição”, escreveu o CAS.
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O CAS também decidiu que um recurso apresentado pela equipe irlandesa de luge contra a Federação Internacional de Luge não pode prosseguir pelo mesmo motivo — por não se enquadrar no prazo de 10 dias em torno dos Jogos.
A Irlanda argumentou que Elsa Desmond — uma atleta olímpica em 2022 — foi “ilegalmente privada… de uma vaga de qualificação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, devido à falha em alocar uma vaga de qualificação restante e à alocação ilegal de vagas de qualificação para atletas que receberam o status de Atleta Neutro Individual (AIN)”. Afirmou ainda que os dois atletas russos de slide que receberam essas designações de AIN não atenderam a todos os requisitos para uma vaga olímpica.
