A Rússia está suspensa desde 2023
O Comitê Olímpico Russo eliminou de seus estatutos todas as referências aos conselhos olímpicos regionais vinculados, incluindo os antigos territórios ucranianos, questão que levou à sua suspensão pelo Comitê Olímpico Internacional em 2023.
Esses órgãos não fazem mais parte da estrutura do Comitê Olímpico Russo e, desde então, os atletas russos têm retornado gradualmente às competições internacionais, principalmente sob uma bandeira neutra. O COI agora considera a possibilidade de suspender as restrições restantes.
O possível retorno do Comitê Olímpico Russo ao Movimento Olímpico voltou ao centro do debate, com um cronograma provisório emergindo. O Conselho Executivo do COI poderá considerar a reintegração em abril ou maio.
Uma mudança na liderança também marcou uma mudança de abordagem. Mikhail Degtyarev, eleito em dezembro de 2024 e atualmente Ministro dos Esportes, iniciou uma revisão dos estatutos em sua primeira Assembleia Olímpica. A reforma, apresentada como uma simplificação administrativa, removeu os conselhos regionais, que eram considerados estruturas residuais com função prática limitada.
A medida também elimina a base legal que sustentava a decisão do COI de suspender os Jogos Olímpicos em 12 de outubro de 2023. A Regra 28 da Carta Olímpica exige que a jurisdição territorial de um Comitê Olímpico Nacional corresponda às fronteiras do país em que está estabelecido. O COI decidiu que a inclusão dos comitês de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson — territórios reivindicados pela Rússia — violava a Carta, por sobrepor-se à jurisdição do Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia.
Os estatutos revisados foram submetidos ao COI em dezembro de 2024, mas Thomas Bach não os avaliou na ocasião. A situação mudou sob a presidência de Kirsty Coventry, que, em sua primeira reunião do Conselho Executivo em julho de 2025, incumbiu a comissão jurídica de revisar o caso. A questão permanece em análise, sem uma decisão oficial.









