Decisão passa a valer a partir de Los Angeles, em 2028
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) a decisão de banir mulheres transgêneros dos Jogos Olímpicos. A decisão passa a valer já a partir do próximo evento, em Los Angeles 2028. Kirsty Coventry, Presidente do COI, afirma que deseja que o comitê elabore suas próprias regras e deixe de ser apenas um programa de aconselhamento das federações esportivas.
Em nota divulgada sobre a nova política, o Comitê afirma que “A elegibilidade para qualquer evento da categoria feminina nos Jogos Olímpicos ou em qualquer outro evento do COI, incluindo esportes individuais e coletivos, agora se limita a mulheres biológicas […] determinada com base em um exame genético único do gene SRY”. A justificativa dada pela organização para tal decisão foi a proteção da justiça, segurança e integridade na categoria feminina, afirmando que mulheres trans possuem vantagens físicas que são mantidas após a transição.

Foto: REUTERS/Isabel Infantes.
Além das mulheres trans a nova política emitida pelo Comitê Olímpico Internacional também afeta atletas cisgênero com condições médicas conhecidas como diferenças no desenvolvimento sexual (DDS), como é o caso da bicampeã olímpica de atletismo Caster Semenya. Outra atleta afetada pela nova regra é Imane Khelif, campeã olímpica de boxe em Paris 2024, que foi alvo de polêmica nos últimos jogos pelo alto nível de testosterona em seu organismo.
A decisão vai de encontro à proibição de Donald Trump, Presidente do próximo país sede dos Jogos Olímpicos de Verão. Em fevereiro, o chefe de Estado assinou uma ordem executiva que proíbe a participação de mulheres trans em esportes femininos. Em declaração, Trump afirmou que seu governo “defenderá a orgulhosa tradição das atletas femininas” e que irá “manter os homens fora dos esportes femininos”.








