Itália aproveitou a tradição e o fator casa e abocanhou dois ouros. Foi a primeira vez que o país ganhou dois ouros no luge desde 1994.
Itália aproveitou a tradição e o fator casa e abocanhou dois ouros. Foi a primeira vez que o país ganhou dois ouros no luge desde 1994.

No único dia onde o luge teve duas finais, esperava-se que a Alemanha pegaria pelo menos um ouro. Além de toda a tradição, o país conta com Tobias Wendl/Tobias Arlt, donos de seis ouros e que precisavam de apenas mais um ouro ou prata para passar a Natalie Geisenberger, também da Alemanha, como mais medalhados lugers olímpicos de todos os tempos – Natalie, já aposentada, possui seis ouros e um bronze conquistados entre 2014 a 2022. A conquista também faria da dupla os mais medalhados de toda a Alemanha por ouros.
Entretanto, pelo menos por mais um dia, o sonho foi adiado. Tobias Wendl/Tobias Arlt ficaram com o bronze nas duplas masculinas. Tudo isso graças à um erro crucial da dupla estadunidense Marcus Mueller/Ansel Haugsjaa, que quebraram o recorde da pista na primeira das duas descidas e lideravam até a última parcial, mas que com um deslize, acabaram ficando em 6º lugar.
Os donos da casa, Emanuel Rieder/Simon Kainzwaldner, que não tem nada com isso, conquistaram o ouro com o tempo somado de 1min:45s.086, apenas seis centésimos mais rápidos que os medalhistas de prata, os austríacos Thomas Steu/Wolfgang Kindl e nove centésimos do que os alemães Tobias Wendl/Tobias Arlt. Os ‘Tobias’ ainda disputam o revezamento misto, e caso conquistem pelo menos um bronze, se tornarão os mais condecorados lugers em olimpíadas.
Nas duplas femininas, disciplina estreante em Jogos Olímpicos, novamente deu Itália. Andrea Voetter/Marion Oberhofer cravaram 1min:46s.284, um décimo mais rápidas do que as alemãs Dajana Eitberger/Magdalena Matschina e dois do que as austríacas Selina Egle/Lara Kipp, respectivamente, as duplas medalhistas de prata e de bronze. Já a autoproclamada ‘solteira mais cobiçada dos Jogos de Inverno’, a estadunidense Sophia Kirkby, que compete ao lado de Chevonne Forgan, terminou em 5º lugar.
É a primeira vez, desde 1994, que a Itália conquista dois ouros no luge. Na ocasião, foi a única vez que a Alemanha não foi a líder no quadro geral da modalidade.
