Jogadores ganharam bolsa para se desenvolverem no país tetracampeão mundial de rugby
Jogadores ganharam bolsa para se desenvolverem no país tetracampeão mundial de rugby

O catarinense Francisco da Ros e o paulista Gabriel Mohallem, ambos de 18 anos, terão uma experiência internacional no primeiro semestre de 2026. Eles foram aprovados no processo seletivo da Bolsa Michel Etlin e viajarão no fim de janeiro para cerca de cinco meses de imersão em uma das academias de formação mais prestigiadas do rugby mundial.
A Bolsa Michel Etlin é o programa de intercâmbio da Confederação Brasileira de Rugby que envia jovens atletas promissores para um semestre de aperfeiçoamento na Stellenbosch Academy of Sport, na África do Sul, país tetracampeão mundial de rugby
“O processo da bolsa foi muito legal. Fiquei sabendo durante o Sul-Americano e me empenhei muito. É a oportunidade da minha vida e a consagração de todo meu esforço como atleta. Vou desenvolver a língua, conviver com pessoas do mundo inteiro. É um passo importante para quem quero me tornar no futuro”, afirmou Francisco da Ros, atleta do Desterro, de Florianópolis, eleito o melhor jogador juvenil do ano em 2025.
“Foi emocionante receber a notícia. Eu estava no Paraguai, e foi indescritível. Quero vivenciar um nível de rugby mais alto, aprender a me adaptar e alcançar aquele padrão. Vou desenvolver meu inglês e espero que isso abra portas para mim. Meu sonho é ser um Tupi e defender a seleção adulta no mais alto nível”, disse Gabriel Mohallem, atleta do São José e campeão brasileiro sub-19 no último fim de semana.
Mohallem seguirá os passos de outro jogador do São José, João Gabriel Ribeiro, também campeão brasileiro sub-19 e beneficiado pela bolsa em 2025. “Tive uma experiência incrível, tanto pelo nível de rugby quanto pela troca cultural. São dois grandes atletas e tenho certeza de que vão aproveitar cada momento. Fiz grandes amizades, e o rugby é vivido de forma muito intensa na África do Sul”, comentou João Gabriel.
A bolsa homenageia Michel Etlin, empresário falecido em 2021 e pai de Jean-Marc Etlin, um dos mantenedores do programa e ex-membro do Conselho de Administração da Brasil Rugby. Criada em 2014, a Bolsa Michel Etlin já beneficiou 17 jovens atletas com experiências de formação na África do Sul e na Nova Zelândia.
Para participar, os candidatos devem ter entre 18 e 20 anos, demonstrar boa conduta fora de campo — alinhada aos valores do rugby — e apresentar potencial para representar a seleção brasileira no futuro. Durante toda a estadia no exterior, os atletas recebem acompanhamento contínuo dos profissionais da Confederação Brasileira de Rugby.
*Com informações da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu)
