Em êxtase, Lucas Pinheiro comenta sobre ser campeão olímpico pelo Brasil: ” Definitivamente não caiu a ficha ainda”

O Brasileiro também comentou da emoção de ouvir o hino nacional, que o fez lembrar de sua infância vendo jogos da seleção brasileira de futebol

Rafael Bello/COB
Rafael Bello/COB

A ficha de Lucas Pinheiro ainda não caiu. Estas foram palavras do próprio, após ser abordados pelos jornalistas na zona mista. O campeão olímpico do Slalom gigante, um título inédito e histórico, ainda não foi assimilado pelo brasileiro:

“Não, definitivamente não caiu a ficha ainda. Eu só estou passando entre uma entrevista e a outra, eu acho que nem estou aqui agora. Pergunte-me em alguns meses e talvez eu possa te responder” afirmou Lucas, bem humorado.

Lucas admite não conseguir traduzir em palavras, o seu sentimento em ser campeão olímpico: “Eu tentei várias vezes colocar palavras no que estou sentindo e isso é simplesmente impossível. O que eu vou dizer é que as emoções que estou sentindo agora são um sol eterno dentro de mim, que brilha tão intensamente. É a mesma luz que me deu o poder de ser o mais rápido do mundo hoje e de me tornar um campeão olímpico. E eu realmente espero que essa luz possa brilhar sobre outros, inspirá-los a ponto de ousarem seguir sua própria luz, seu próprio coração e confiar em quem são.”

Lucas falou da emoção em ouvir o hino nacional e como isso remeteu à sua infância, quando assistia os jogos da seleção brasileira e sonhava ser jogador de futebol:

“Devo dizer que o hino nacional foi definitivamente um momento de muita emoção. Eu não cresci querendo ser esquiador, eu cresci querendo ser jogador de futebol, essa foi minha introdução ao esporte. Quando eu estava visitando minha família no Brasil, meus primeiros modelos de atletas eram Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Esses indivíduos realmente mudaram o esporte, o futebol, e o esporte em geral, com a coragem de ser quem eles são, apesar de todas as críticas, todas as consequências que vêm com isso. E é essa coragem exata de ser quem eles são, mesmo que eles sejam diferentes, que me inspirou e me fez ir até o meu pai, quando eu tinha seis ou sete anos, e de dizer a ele que eu queria realmente ser o melhor jogador de futebol do mundo. De alguma foram, virei um esquiador, mas pelo menos me tornei campeão”

Lucas terminou dizendo sobre como o seu potencial criativo o ajuda no esporte: “Eu provavelmente estudei mais sobre a criatividade do que sobre esportes, ao longo da minha carreira. E, no fim das contas, eu acredito na diversidade e acho que o verdadeiro diferencial está em se encontrar fora da sua própria área de atuação, aquela em que você está tentando se destacar. Tenho muitos modelos e fontes de inspiração a quem agradecer por ser quem sou hoje e por trazer para casa esta medalha de ouro.”

Redação Surto Olímpico

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