Erin Jackson lamenta ficar fora do pódio em Milão-Cortina, mas não se mostra abalada: “Ficar fora por pouco (0.05s) é duro, mas é o que é”

Estadunidense colecionou quinto e sexto lugares nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina

Foto: Team USA
Foto: Team USA

A patinadora estadunidense Erin Jackson falou sobre a frustrante e realizadora campanha nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026, na Itália, após encerrar a disputa dos 500 m da patinação velocidade na quinta posição. Anteriormente, Erin já havia sido sexta nos 1000 m.

O título olímpico de Erin Jackson nos 500 m não foi defendido em dia de brilho e recorde olímpico da neerlandesa Femke Kok que venceu com 36.49s. A compatriota de Kok, Jutta Leerdam foi a medalhista de prata com diferença de 0.66s e a japonesa Migo Takahi ficou com o bronze ao encerrar o meio quilômetro com desvantagem de 0.78s para Femke. A frente de Erin, a italiana Serena Pergher ficou a 0.4s do pódio.

Jackson comentou sobre a sua prova nos 500m e como um desequilíbrio a fez ficar fora do pódio por 0.6s, apesar disso, ficou contente com a atuação, “antes da corrida eu estava me sentindo confiante, realmente preparada para largar. A minha largada foi provavelmente a minha melhor, foram os meus 100 metros mais rápidos então eu fiquei bem feliz com isso. Primeira curva foi ótima, mas na reta oposta o meu joelho escapou de mim e tive um pequeno erro na segunda curva, assim terminei do melhor jeito que pude e fiquei bem feliz com a minha corrida. É duro ficar fora do pódio por tão pouco, especialmente com um desequilíbrio no meio da prova, mas isso é corrida”

A ex-detentora do título da prova contou que entrou em sua melhor forma para a prova, pois parentes próximos, amigos e até o rapper Snopp Dogg estiveram presentes no Estádio de Patinação Velocidade de Rho, nos arredores de Milão, “assim, eu fui calma e confiante para a largada. E foi uma emoção, estar num grande estádio no principal evento é realmente maravilhoso. E especialmente com a minha família estando aqui, apenas adiciona para a animação. Então é, eu estava pronta e me sentindo bem.”

Erin também analisou o desempenho histórico de Femke Kok, ouro nos 500 m e prata nos 1000 m com os 1500 m a competir, com ênfase a pressão, força e detalhes que fazem uma atleta se destacar no esporte, “honestamente, Femke vem sendo a primeira na disputa pelos últimos anos, ela foi incrível durante toda a temporada. Então eu estava pensando, ainda tem uma chance. Se eu tiver a corrida perfeita eu posso dar a corrida pelo dinheiro contra ela (Femke). Mas é, eu estava esperando fechar dentro do pódio. Então, ficar fora por pouco (0.05s) é duro, mas é o que é.”

“Eu acho que ela teve uma performance muito boa. Ela teve um recorde olímpico, bem legal. Assim, você precisa de um nível de mentalidade muito bom, especialmente com toda a pressão para cima de você. Eu lido com pressão muito bem, mas eu não sei como as outras pessoas lidam com isso. Então, para ela conseguir fazer o que eu fiz no último ciclo, como ser a melhor ranqueada vencendo constantemente e fazer isso nas olimpíadas, é realmente incrível”, concluiu Jackson.

Matheus Maia

Matheus Maia

Jornalista esportivo, longboarder nas horas vagas e carioca de 27 anos. Escrevo sobre tênis, vôlei, canoagem e muito mais. Surtado desde 2023. Contato: maia.matheusvb@gmail.com.
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