Diretrizes surgem após comentários de atletas, que afirmaram que certos enquadramentos podem causar desconforto e distrações, desviando a atenção de suas performances.
A European Athletics e a União Europeia de Radiodifusão (EBU) apresentaram, na terça-feira, diretrizes destinadas a evitar a sexualização de atletas mulheres por meio de ângulos de câmera e do uso de replays.
As diretrizes surgem após comentários de atletas, que afirmaram que certos enquadramentos podem causar desconforto e distrações, desviando a atenção de suas performances.
“O desenvolvimento de diretrizes de filmagem é um passo crucial para eliminar representações prejudiciais das mulheres em nossos esportes, mantendo, ao mesmo tempo, o mais alto nível de narrativa e excelência técnica”, disse o presidente da European Athletics, Dobromir Karamarinov.
Recomenda-se às emissoras que evitem closes prolongados em partes específicas do corpo, ângulos de baixo para cima (contra-plongée) filmados por trás ou por baixo das atletas, e replays em câmera lenta que não contribuam para a compreensão da ação esportiva.
As diretrizes visam garantir que a cobertura permaneça focada no desempenho esportivo e reduzir o risco de imagens serem retiradas de contexto e compartilhadas de forma inadequada na internet.
As organizações também incentivaram as equipes de produção a utilizar ângulos de câmera mais abertos, que capturem a amplitude total do movimento e da performance da atleta.
A ex-campeã mundial de salto em distância Ivana Spanovic afirmou que as emissoras deveriam utilizar ângulos de câmera inovadores — incluindo vistas aéreas — e gráficos educativos para ajudar a explicar diversos aspectos das performances esportivas.
“Nosso esporte oferece inúmeras oportunidades para exibir a técnica e a beleza do movimento, como a exibição de imagens em câmera lenta que destaquem a precisão técnica, a exemplo do momento da impulsão ou de uma passada perfeita”, acrescentou a atleta sérvia.
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