Federação de esqui diz que endureceu regras para ganhos de vantagem aerodinâmica e esta é uma teoria sem fundamento
A Federação Internacional de Esqui (FIS) negou que os atletas do salto de esqui tem usado ácido hialurônico para aumentar o pênis e assim melhorar a aerodinâmica e ter uma vantagem competitiva no momento do salto.
A controvérsia, que circulou nas últimas semanas no circuito internacional e explodiu na mídia na véspera da estreia do salto de esqui nas Olimpíadas, forçou a entidade que rege o esporte a tomar uma posição firme na tentativa de conter uma disputa que, segundo ela, não tem fundamento algum.
“Nunca houve qualquer indicação, muito menos prova, de que algum competidor tenha utilizado injeções de ácido hialurônico para tentar obter vantagem competitiva. Esse boato infundado começou há algumas semanas, baseado em boatos” disse o porta-voz da federação, Bruno Sassi, à Associated Press .
A polêmica começou em janeiro quando o jornal Bild publicou uma reportagem apontando para discussões internas no mundo do salto de esqui sobre a possibilidade de alterar temporariamente o volume da virilha antes das medições oficiais. Esses testes, realizados no início de cada temporada com o auxílio de scanners corporais tridimensionais, determinam com precisão milimétrica as dimensões dos trajes que os atletas usam em competição durante meses.
As regras do salto de esqui são rígidas sobre volumes aerodinâmicos, já que um volume maior na região pélvica pode aumentar a sustentação durante o voo e favorecer distâncias maiores. A federação endureceu suas regras após um escândalo descoberto no Campeonato Mundial de 2025, quando membros da equipe norueguesa foram flagrados alterando as costuras na região da virilha de seus trajes para aumentar a flutuabilidade.
Embora o ácido hialurônico não seja proibido pelas regras antidoping, especialistas médicos alertam que injetá-lo para fins estéticos ou de manipulação corporal pode acarretar riscos. O Dr. Kamran Karim declarou ao jornal Bild que “é possível obter um espessamento visual temporário do pênis injetando parafina ou ácido hialurônico”, mas ressaltou que essa prática “não tem indicação médica e está associada a riscos”.










