Evento reuniu lideranças nacionais e internacionais em Brasília
O III Fórum Mulher no Esporte, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) em Brasília nesta terça-feira, dia 17, reuniu lideranças do esporte, atletas, gestores e representantes de instituições para discutir caminhos concretos para ampliar a equidade de gênero no esporte. Ao longo do dia, painéis abordaram temas como governança, representatividade, participação masculina no debate e iniciativas do setor privado para fortalecer a presença feminina dentro e fora das arenas esportivas.
“Eu sempre gosto de falar com as mulheres num tom de encorajamento, de que podemos sim estar onde quisermos estar. E merecemos isso. Mas precisamos nos preparar. Os nossos desafios vão ser sempre muito maiores, de convencimento, de nos provar. Vivemos isso diariamente”, disse Yane Marques, medalhista olímpica em Londres 2012 e vice-presidente do COB.
“É essencial que tenhamos mulheres nas instâncias de decisão, e não apenas mulheres brancas, ou que tenham o mesmo olhar. Precisamos de pessoas com diferentes experiências de vida, porque elas trazem uma perspectiva diferente e isso ajudar a tomar as melhores decisões para todos”, destacou Annamarie Phelps, atleta olímpica e presidente do Secretariado do IWG (International Working Group on Women and Sport).
A abertura do evento trouxe uma reflexão sobre o papel do Movimento Olímpico na promoção da igualdade de gênero. Especialistas e dirigentes destacaram a importância de transformar compromissos institucionais em ações práticas, discutindo temas como liderança feminina, governança e criação de ambientes esportivos mais seguros e inclusivos para mulheres. Saiba mais no link.
O segundo painel destacou a importância do engajamento masculino nas iniciativas voltadas à igualdade de gênero. O debate apontou que a participação ativa dos homens em cargos de liderança, gestão e tomada de decisão é essencial para acelerar mudanças estruturais e fortalecer políticas que promovam ambientes mais inclusivos no esporte. Saiba mais no link.
A representatividade feminina também esteve no centro das discussões. Em um dos painéis, especialistas analisaram como mídia, marcas e instituições influenciam a forma como as mulheres são retratadas no esporte e na sociedade, defendendo a substituição de estereótipos — como o rótulo de “musas” — por narrativas que valorizem o desempenho, a liderança e o protagonismo das atletas. Saiba mais no link.
Fechando o dia, Luciene Resende, presidente de honra da Confederação Brasileira de Ginástica, foi agraciada com o Prêmio Melânia Luz entregue pela primeira-dama Janja Lula da Silva. Também participaram do momento Yane Marques, Fabi Alvim e o filho de Luciane, Cacá Resende.










