Uma das modalidades mais clássicas dos Jogos é apresentada no Guia do Surto
Uma das modalidades mais clássicas dos Jogos é apresentada no Guia do Surto

*Por Regys Silva
FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Tesero Cross-Country Skiing Stadium
Período: 07/02 a 22/02
Delegações participantes: 65
Total de atletas: 296 (148 no masculino e 148 no feminino)
Brasil: Manex Silva, Bruna Moura e Duda Ribera
Antes usado apenas como meio de transporte para atravessar grandes distâncias na neve, o esqui cross-country como esporte tem suas primeiras origens traçadas na Noruega, no século XVIII, em competições militares. A primeira competição da modalidade aberta ao público aconteceu em Tromso, na Noruega, em 1843.
Existe a modalidade clássica, em que os atletas competem em espécies de trilhos na neve, esquiando apenas pra frente, e a livre, chamada de skating, que surgiu em 1930 com os atletas esquiando em um movimento de patinação, mas ganhou força apenas no começo da década de 1980.
Os atletas treinam para alcançar resistência, força, velocidade, habilidade e flexibilidade em diferentes níveis de intensidade. O treinamento do cross-country fora de temporada de inverno geralmente ocorre em terra firme, com os esquiadores usando patins – chamado de Rollerski.
O esporte entrou no programa olímpico na primeira edição dos Jogos, em 1924, em Chamonix (FRA) e desde então esteve em todas as Olimpíadas de Inverno. As mulheres começaram a competir nas olimpíadas de 1952 em Oslo.
Os países escandinavos dominam o esqui cross country olímpico. A Noruega soma 129 medalhas (52 ouros) e é a maior potência na modalidade. A Suécia vem na sequência, com 84 (32 de ouro) e a Finlândia, com 86 medalhas (22 ouros).
A Noruega manteve a tradição e foi a nação dominante nas provas de esqui cross-country. Foram cinco ouros, uma prata e quatro bronzes. O Comitê Olímpico da Rússia (ROC) vem em seguida com quatro ouros, quatro pratas e três bronzes. Em terceiro tivemos a Finlândia, com um ouro, duas pratas e três bronzes.
Individualmente o destaque foi Alexander Bolshunov (ROC), com três ouros, uma prata e um bronze. Entre as mulheres, Therese Johaug (NOR) teve grande atuação com três ouros.
Em Milão-Cortina serão 12 eventos, sendo seis masculinos e seis femininos. Pela primeira vez na história da modalidade, ambos os naipes terão as mesmas distâncias nas provas:
Sprint: Composto por uma fase classificatória e, depois, baterias eliminatórias para os 30 melhores em percursos de pouco mais de um quilômetro, onde os melhores avançaram para a semifinal e depois para a grande final.
Sprint em equipes: Disputada em estilo clássico, com dois esquiadores intercalando duas voltas no percurso, totalizando seis voltas completas. quem tiver o menor tempo vence.
10km: Prova com largada intervalada de trinta segundos entre os competidores. Quem fizer o menor tempo vence.
Skiatlo: Nesta prova de 20km temos uma junção de estilos. Todos largam juntos e na primeira metade da prova os atletas esquiam no estilo clássico. depois eles trocam de esquis e continuam o restante da prova no estilo livre.
Largada em massa: A prova mais dura do esqui cross-country, com 50km de distância, disputada no estilo clássico.
Revezamentos: A equipe de quatro esquiadores tem que esquiar 7.5km cada (tanto no masculino quanto no feminino). O primeiro esquiador a cruzar a linha de chegada é o vencedor, e a prova exige que as equipes participantes usem os dois métodos de esquiar – os dois primeiros têm que usar o estilo clássico e os dois últimos, o livre.
Em 2001, o esqui cross-country brasileiro começou a se desenvolver com as primeiras participações do país em provas internacionais, tendo representação olímpica já no ano seguinte, nos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City (EUA), com Franziska Becskehazy e Alexander Penna. Desde então o Brasil sempre enviou atletas nas olimpíadas seguintes.
Um ano após, em 2003, o primeiro Campeonato Brasileiro de Cross Country foi realizado e, desde então, é anualmente organizado pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) na Argentina ou no Chile (em 2020 e 2021 o campeonato não foi realizado devido à pandemia de Covid-19).
Em 2014, a CBDN realizou a primeira edição do Circuito Brasileiro de Rollerski, com duas provas disputadas no Centro de Treinamento da equipe de Cross Country e Biathlon, no Parque Eco-esportivo Damha, em São Carlos (SP).
Atualmente, o rollerski – adaptação do esqui cross-country no asfalto, usando um esqui com patins inline – é reconhecido pela FIS – Federação Internacional de Ski e as provas do circuito brasileiro valem pontos para o ranking mundial.
Jaqueline Mourão é o grande destaque brasileiro no esqui cross-country, com cinco participações olímpicas de inverno entre Turim 2006 e Pequim 2022. , com o melhor resultado sendo um 67º lugar em sua primeira olimpíada de inverno – Jaqueline disputou sua primeira olimpíada em Atenas 2004 no Ciclismo Mountain Bike -e na segunda, em Vancouver 2010.
O próprio Tour
Inspirado pela Tour de France de ciclismo, o esqui cross-country sua própria ‘Tour de ski’. Realizado anualmente entre o final de dezembro e o início de janeiro na República Tcheca , Alemanha , Itália e Suíça, desde 2006.
A Rainha Bjorgen
Marit Bjorgen é a maior esquiadora de cross-country da história. Ela é a maior medalhista de jogos de inverno na história de todas as modalidades, com oito ouros, quatro pratas e três bronzes em cinco olimpíadas entre Salt Lake City 2002 e Pyeonghcang 2018. Ela também é a maior vencedora de etapas de copa do mundo, com 114 triunfos, além de ter 18 títulos mundiais. Uma verdadeira lenda.
A Cera
Nas grandes competições, os atletas contam com um profissional especialista em passar cera (wax) nos esquis para maximizar a aderência ou o deslizamento na neve, chamado de Wax Tech.
Masculino
Johannes Klaebo: O norueguês, que conquistou dois ouros em Pequim 2022, passou a protagonizar a modalidade nos anos seguintes. Atualmente é o líder absoluto da Copa do Mundo, com sete vitórias, e grande favorito para repetir o resultado de quatro anos atrás.
Mattis Stenshagen: Aos 29 anos, o norueguês conquistou duas vitórias na Copa do Mundo recentemente, além de uma segunda colocação, tudo durante o último Tour de Ski.
Einar Hedegar: Mais um norueguês da lista, Einar faturou duas provas na atual temporada da Copa do Mundo e o jovem de 24 anos briga por grandes resultados.
Federico Pellegrini: O veterano esquiador italiano dono duas duas pratas olímpicas, ambas no sprint em Pyeongchang e em Pequim, vai usar o fator casa para tentar brecar o favoritismo dos noruegueses para faturar o primeiro ouro da carreira.
Feminino
Jessica Diggins: A atleta é o maior nome da história do país no esporte, após ganhar o primeiro ouro dos Estados Unidos na modalidade, no sprint por equipes em 2018. Também levou uma prata e um bronze em 2022. É a atual campeã e líder da Copa do Mundo e vai tentar novamente subir no topo do pódio em Milão-Cortina, na temporada em que vai encerrar a sua carreira.
Jonna Sundling: A sueca faturou três medalhas em Pequim 2022, incluindo um ouro e é a atual vice-campeã da Copa do Mundo.
Moa Ilar: Mesmo sem vencer ainda na atual temporada da Copa do Mundo, a sueca tem constância, com cinco pódios e é a adversária mais próxima de Diggins na classificação.
Teresa Stadlober: bronze no skiatlo em Pequim, a austríaca está em quarto lugar na Copa do Mundo e pode surpreender na prova onde lhe de u uma medalha em Milão-Cortina.
07/02
9h – skiatlo feminino 🥇
08/02
8h30 – skiatlo masculino 🥇
10/02
5h15 – sprint individual feminino, qualificação
5h45 – sprint individual masculino, qualificação
7h45 – sprint individual feminino, quartas de final
8h15 – sprint individual masculino, quartas de final
8h45 – sprint individual feminino, semifinal
8h57 – sprint individual masculino, semifinal
9h13 – sprint individual feminino, final🥇
9h25 – sprint individual feminino, final🥇
12/02
9h – 10km feminino estilo livre 🥇
13/02
7h45 – 10km masculino estilo livre 🥇
14/02
8h – Revezamento 4×7.5km feminino 🥇
15/02
8h – Revezamento 4×7.5km masculino 🥇
18/02
5h45 – Sprint em equipes feminino, classificação
6h15 – Sprint em equipes masculino, classificação
7h45 – Sprint em equipes feminino, final🥇
8h15 – Sprint em equipes masculino, final 🥇
21/02
7h – 50km largada em massa masculino estilo livre 🥇
22/02
6h –50km largada em massa feminino estilo livre 🥇
*Todas as competições estão no horário de Brasília
