Guia Milão-Cortina 2026: Esqui Montanhismo

Conheça a modalidade que fará estreia nos Jogos Olímpicos

Arte de Vitor Pata
Arte de Vitor Pata

*Por Regys Silva

FICHA TÉCNICA
Local de disputa:
Stelvio Ski Centre
Período: 19/02 e 21/02
Delegações participantes: 14
Total de atletas: 36 (18 homens e 18 mulheres)
Brasil: Sem participantes

O esqui montanhismo consiste em subir uma montanha om esquis ou carregando-os, dependendo da inclinação da subida, e a descida também com esquis. Ele tem suas origens como uma mistura de viagens nórdicas ancestrais com exploração alpina no final do século 19 e começo do século 20. A patrulha militar, que fez parte de Chamonix 1924 e virou o biatlo, é um ancestral da modalidade.

O esporte em si foi desenvolvido no final do século XX, com a criação do comitê internacional de esqui alpinismo em 1999, que veio a se tornar a atual Federação Internacional da modalidade (ISMF).

Os competidores correm em subida com peles sintéticas nos esquis. Uma pele é uma tira de material que proporciona tração na subida. Em seguida, eles correm um trecho com botas antes de calçarem os esquis novamente para percorrer outro trecho de subida. Ao chegarem ao topo, eles retiram as peles e descem em alta velocidade.

Em julho de 2021, o Comitê Olímpico Internacional anunciou a inclusão do esqui de montanha como modalidade opcional nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 em Milão-Cortina, após o sucesso da estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno de 2020. A Estação de esqui de Bornio foi escolhida para a estreia olímpica da modalidade.

Como será em Milão-Cortina?

A modalidade fará a sua estreia em Milão-Cortina. Na Itália serão três eventos, sendo um masculino, um feminino (sprint) e um misto (revezamento):

Sprint: prova de curta duração, ela terá uma fase classificatória com 18 competidores classificados em três baterias. Os três melhores atletas de cada bateria avançam para as semifinais, juntamente com outros três, com base no tempo. Nas semifinais, dois avançam, juntamente com mais dois classificados por “sorte”, o que define a disputa pelas medalhas.

Revezamento: consiste em um competidor feminino e um masculino de cada país. Cada um completará duas subidas e duas descidas. A atleta feminina inicia a prova e, em seguida, passa o bastão para seu companheiro de equipe masculino para a troca. A equipe que completar as quatro voltas primeiro ganha a medalha de ouro.

O Brasil no esqui montanhismo

A modalidade é gerida no Brasil pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). Ela organiza a modalidade no país, enviando atletas para competições internacionais, como Charles De Candolle e Caio Brown, que já representaram o Brasil em Campeonatos Mundiais. O Brasil não conseguiu classificar atletas na modalidade em Milão-Cortina.

Curiosidades

Esquimó?

O esqui montanhismo tem um apelido do qual seus praticantes costumam chamar a modalidade: ‘Skimo’. Não tem nada a ver com o povo esquimó, mas é a abreviação do nome em inglês da modalidade, ‘Ski mountaineering’

Grand Tour

O esqui montanhismo tem suas principais provas anuais do seu calendário, São o Troféu Mezzalama na Itália , a Patrouille des Glaciers na Suíça e a Pierra Menta na França.

Provas vetadas

Eram para ser cinco os eventos do Esqui montanhismo em Milão-Cortina. Duas provas, o individual masculino e feminino, foram propostas, mas não foram aprovadas para o programa final das Olimpíadas.

Destaques

Masculino

Oriol Cardona Coll: Bicampeão mundial no sprint e prata em 2021, o espanhol de 31 anos é um dos principais favoritos para buscar o primeiro ouro olímpico na modalidade, já que o sprint é sua especialidade.

Thibault Anselme: Maior rival de Cardona Coll, o francês Anselmet, atual bicampeão da Copa do Mundo, foi prata nos dois últimos mundiais e busca finalmente superar o rival em MIlão-Cortina. Ele também pode faturar o ouro na prova de revezamento ao lado de Emily Harrop.

Jon Kistler: Bronze no Mundial de 2025, o suíço de apenas 22 anos venceu a etapa de abertura da atual temporada e desponta como uma promessa da modalidade. Ele vai tentar se intrometer na briga pela medalha de ouro em Milão Cortina.

Arno Lietha: Campeão mundial em 2019 e tricampeão da copa do Mundo entre 2021 e 2023, o suíço de 28 anos tenta retomar os tempos de dominância na modalidade para lutar por um pódio olímpico em Milão-Cortina

Feminino

Marianne Fatton: A suíça voltou ao topo do pódio no Mundial de 2025 após ter sido campeã em 2021 e prata em 2023, e pinta como uma das favoritas ao ouro no sprint, e no revezamento misto ao lado de Jon Kistler.

Emilly Harrop: Atual tricampeã mundial da Copa do Mundo e detentora de uma prata e bronze em mundiais. A francesa deve ser a maior rival de Fatton pelo ouro. No revezamento, é favorita ao lado de Thibault Anselme.

Tatjana Paller : Alemã, que além do esqui montanhismo compete no ciclismo pista, foi bronze no último mundial e vai brigar pelo pódio em Milão-Cortina

Giulia Murada: A italiana foi vice-campeã mundial em 2023 e ficou em segundo lugar na etapa de abertura da atual temporada, nos Estados Unidos, e é a representante da casa para lutar por um pódio na estreia da modalidade.

Calendário

19/02 

5h50 – Sprint feminino 🥇

6h30 – Sprint masculino 🥇

21/02 

9h30 – Revezamento Misto 🥇

*Todas as competições estão no horário de Brasília

Redação Surto Olímpico

Redação Surto Olímpico

Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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