Federação Russa afirma que a decisão já foi tomada
A Federação Internacional de Handebol (IHF) autorizou a Rússia a retornar as disputas de categorias de base do Handebol.
A informação é da agência russa de notícias TASS, embora a medida ainda aguarde aprovação formal.
O presidente do Conselho Supremo da Federação Russa de Handebol, Sergei Shishkarev, declarou na semana passada à agência de notícias que as seleções juvenis e juniores do país poderão voltar a competir com bandeira e hino em torneios internacionais. Segundo ele, as federações internacionais e europeias de handebol já adotaram a decisão de readmiti-las, embora essa medida ainda precise ser transformada em uma solução regulatória e organizacional viável.
O dirigente russo afirmou que essas equipes participarão “com bandeira e hino” e acrescentou que há “uma grande possibilidade” de recuperarem uma vaga nos Campeonatos Europeus, Mundiais e outros grandes torneios, dependendo também dos anfitriões. Nesse mesmo contexto, ele considerou a decisão como já tomada, afirmando que “A decisão de retornar as seleções nacionais juvenis e juniores ao cenário internacional já foi tomada”.
A questão, no entanto, pode não estar totalmente resolvida, já que o próprio Shishkarev aponta o principal problema na implementação prática dessa readmissão. “Primeiro, é preciso formalizar isso tecnicamente e, segundo, decidir como competir, porque muitos países se recusam a sediar o evento”, disse ele à RIA Novosti. O dirigente insistiu que “Mas, na verdade, a decisão já foi tomada: as seleções nacionais juvenis e juniores estão admitidas”.
Sua reconstrução dos eventos coloca o momento crucial na reunião do Conselho da IHF realizada na semana passada, na qual, segundo seu relato, o retorno das categorias de base foi liberado. Shishkarev explicou que participou remotamente da reunião e disse ao Championat: “Hoje é um daqueles dias em que não há necessidade de dissimular. No dia 2 de março, participei da conferência remotamente; ela foi realizada pelo Zoom. Nossas seleções masculina e feminina juvenis e juniores foram admitidas”. A partir desse ponto, ele considerou a mudança de cenário como um fato consumado e disse: “O importante é que aconteceu, fomos admitidos”.
Tudo isso pinta um quadro em que, aos olhos da liderança russa, o “sim” político já existe, mas ainda falta um caminho operacional a seguir. Shishkarev vem alertando que diversas federações nacionais não querem sediar a Copa do Mundo da Rússia ou viajar para território russo, portanto o retorno não depende apenas da disposição de readmitir essas equipes, mas também de encontrar um formato aceitável para organizar as partidas, seja em locais neutros ou por meio de alguma outra fórmula que evite impasses.










