Brasileiro de 21 anos assumiu a primeira colocação da lista do peso ligeiro no início de março
O judô brasileiro pôde celebrar um acontecimento importante neste mês de março, com mais um de seus atletas atingindo o topo do ranking mundial da modalidade. O peso ligeiro (-60kg) Michel Augusto, de 21 anos, assumiu a primeira colocação da lista da Federação Internacional de Judô (IJF) na atualização do dia 02, após o Grand Slam de Tashkent, onde ficou na sétima colocação.
Agora, ele embarca rumo à etapa de Tbilisi em busca de se manter entre os melhores da categoria, retornando ao palco onde viveu um dos momentos mais marcantes da carreira.
“Liderar o ranking é uma conquista muito importante. Eu venho trabalhando para isso há muito tempo, desde antes dos Jogos Olímpicos, rodando nas competições internacionais. Agora, com certeza, vou continuar me dedicando. Eu sei que, mesmo estando em uma posição boa, ainda tenho muita coisa para melhorar e detalhes para corrigir.”, projetou Michel.
O ranking mundial da IJF contabiliza os seis melhores resultados de cada atleta nos últimos 12 meses, além de outros seis anteriores a este período, mas reduzidos pela metade. Para chegar à posição de líder, Michel somou campanhas expressivas nas principais competições do Circuito, como as pratas no Grand Slam de Tbilisi e no Grand Prix de Lima, o título pan-americano, o quinto lugar no Campeonato Mundial e os sétimos lugares nos Grand Slam de Tóquio e Tashkent.
Mas, antes de chegar à elite do alto rendimento, ele primeiro passou por outras etapas menores. Foi revelado no Aberto Nacional Sub-23, em 2022, sendo campeão e garantindo vaga para os Jogos Sul-Americanos de Assunção. Em 2023, começou a disputar etapas de Open Pan-Americano, classificando-se para os Jogos Pan-Americanos de Santiago e, na capital chilena, conquistou a medalha de ouro. Já em 2024, levou seu primeiro título continental, repetindo o feito também em 2025.
O planejamento levou o judoca a conquistar a vaga para os Jogos Olímpicos Paris 2024, aos 19 anos, onde venceu uma luta e foi eliminado nas oitavas de final para o japonês Ryuju Nagayama.
“Essas competições dentro da América do Sul foram muito importantes para mim, porque fui adquirindo bastante experiência. Quanto mais competição, melhor. Rodo fora do Brasil, mas, dentro do clube, minha preparação sempre foi feita com muita garra, seja na tatame ou na parte alimentação e descanso. Tudo isso é muito importante para chegar bem nas competições pelo mundo afora”, contou Michel.
Neste ano, o brasileiro participou do Grand Slam de Paris, caminhando até as oitavas, e da etapa de Tashkent.
“Hoje, eu vejo que o ligeiro está muito aberto. A categoria tem muitos nomes e adversários fortes, e os pódios das competições estão sempre mudando. Quero continuar, ir para cima e focar totalmente para ganhar deles”, concluiu.








