Estadunidense botou 1.5s na rival mais próxima e repete feitos de 2014 e 2018
A estadunidense Mikaela Shiffrin conquistou o ouro da prova do slalom do esqui alpino feminino dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026, na Itália, com tempo de 1:39.10 (47.13s + 51.97s) e se tornou tricampeã olímpica da modalidade, nesta quarta-feira (18). A suíça Rast Camile a sueca Anna Larsson completaram o pódio. A brasileira Alice Padilha não completou a primeira descida.
O slalom feminino foi palco do tricampeonato olímpico de Mikaela Shiffrin, a estadunidense venceu o slalom em Sochi 2014, na Rússia, o slalom gigante em PyeongChang 2018, na Coreia do Sul, e agora o ouro veio novamente no slalom em Milão-Cortina. Mikaela, que também tem prata no combinado feminino em 2018, confirmou o favoritismo e não deu chances para as rivais com vitória por 1.50s sobre Rast Camile, da Suíça, e 1.71s sobre Anna Larsson, da Suécia.
Mikaela é um dos grandes nomes da história do esqui alpino mundial e, apesar de ter saído sem medalha de Pequim 2022, na China, se recupera em grande estilo para vencer o slalom sem deixar sobras.
Em condições de bom tempo em Tofane, no norte da Itália, 53 das 95 atletas que iniciaram a prova concluíram as duas descidas. A brasileira Alice Padilha, que estreia em Jogos com 18 anos, foi eliminada ainda na primeira descida com erro nos primeiros portões. A carioca falou com a imprensa logo após e comentou sobre a experiência, “honestamente a experiência foi incrível, apenas já estar aqui e para mim foi mais sobre o treinamento com atletas alto nível e vendo o que elas estão fazendo para eu fazer também. E comparar com o que eu estou pecando para chegar no alto nível. Eu penso que foi uma grande oportunidade”.
“Não tem muita gente que vem aqui e pode dizer que treino com, eu não sei, Mikaela Shiffrin, por exemplo. É uma honra. E mesmo que eu não tenha esquiado o melhor, eu penso que consigo tirar muito desta experiência mental e fisicamente e o que eu preciso trabalhar no futuro”, completou Alice.
A brasileira também projetou o futuro e falou da honra de representar o Brasil no esqui alpino, “eu vou continuar treinando e fazendo corridas FIS até o final do ano, abaixar os meus pontos e melhorar o meu esqui. Penso que é isso que realmente importa. É melhorar a minha habilidade no esqui, subir de um nível para outro e continuar treinando forte. Assim, só porque as olimpíadas estão encerradas, não significa que a minha temporada está no fim.”
“Sim, eu venho representando o Brasil desde que eu era uma criança, como é o país que eu nasci e onde toda minha família reside. E eu acho que tem uma grande concepção errada de que ser do Brasil e sair do país muito nova, mas é uma honra representar o Brasil e todo mundo que está projetando ódio não entende. Os odiadores pode continuar odiando por que eu vou continuar fazendo o que eu faço e ninguém pode mudar isso”, encerrou Padilha.










