Com sede dupla, Itália receberá a competição pela terceira vez em sua história; Brasil tem presença confirmada e sonha com primeira medalha
Entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026 serão disputados os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina, evento que promete fortes emoções nas arenas italianas.
A Itália volta a sediar os Jogos de Inverno pela terceira vez, Cortina já havia recebido o evento em 1956, agora em um formato multissede, que utiliza instalações existentes, mas aumenta a complexidade operacional.
A combinação de alta competitividade, atletas de ponta e cenários históricos cria o ambiente ideal para promoções de apostas, incluindo bônus em muitas plataformas, que tendem a se multiplicar ao longo do torneio. Aposta é assunto para adultos.
Panorama geral dos Jogos Milano‑Cortina 2026
Os Jogos de Milano-Cortina 2026 terão sedes que vão além das duas cidades principais. Dessa forma, ao todo, terão eventos em Milão, Cortina d’Ampezzo, Verona, Valtellina e Val di Fiemme, com deslocamentos longos entre algumas sedes.
A Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno será em 6 de fevereiro de 2026, no Estádio San Siro, em Milão, enquanto a Cerimônia de Encerramento está prevista para 22 de fevereiro, na Arena de Verona.
A expectativa é reunir cerca de 3.500 atletas de 93 nações, competindo por medalhas diante de um público estimado em dois milhões de espectadores, o dobro do registrado em Paris 2024, diante de um público estimado em cerca de dois milhões de espectadores.
Principais modalidades
Entre as novidades, será a estreia do esqui de montanha nos Jogos Olímpicos. Além disso, estarão presentes:
- Esqui de montanha (ski mountaineering)
- Esqui alpino
- Hóquei no gelo
- Esqui estilo livre
- Patinação de velocidade
- Patinação de velocidade em pista curta (short track)
- Esqui cross-country
- Patinação artística
- Snowboard
- Bobsled
- Skeleton
- Luge
- Salto de esqui
- Curling
- Biatlo
- Combinado nórdico
Brasil sonha com medalha inédita
O Brasil estreou nos Jogos Olímpicos de Inverno em Albertville-1992 e, desde então, participou de todas as edições. Portanto, Milano-Cortina 2026 será a 10ª participação brasileira no evento, com a ambição de alcançar o melhor desempenho da história, sonhando com a primeira medalha.
No esqui cross-country, o Brasil já comemora um marco importante, pois a equipe feminina garantiu vaga. A classificação veio com Jaqueline Mourão e Eduarda Ribera, garantindo ao país uma cota no feminino e outra já confirmada no masculino.
Vale lembrar que a definição de quem, de fato, competirá é responsabilidade dos Comitês Olímpicos Nacionais (CONs), responsáveis por escolher os atletas que representarão cada país dentro das vagas conquistadas.
Como o Brasil garantiu presença nos dois gêneros, o Time Brasil terá pelo menos dois representantes no cross-country. Ainda assim, o número pode crescer, já que o país pode obter novas cotas pelo ranking de nações ao longo do ciclo classificatório.
A polêmica dos “atletas neutros” – Rússia e Bielorrússia nos Jogos
O Comitê Olímpico Internacional manteve para 2026 o mesmo modelo de Paris-2024: atletas russos e bielorrussos poderão competir apenas como neutros individuais — sem bandeira, hino ou símbolos nacionais — e somente em provas individuais, já que as equipes seguem vetadas.
“Também falamos sobre os Atletas Neutros Independentes. Isso não será nenhuma novidade. O Conselho Executivo adotará a mesma abordagem que foi feita em Paris (Olimpíada de 2024). Nada mudou”, afirmou Kirsty Coventry, presidente do COI, em entrevista coletiva.
Impactos esportivos e simbólicos da inclusão de atletas AIN
A inclusão de atletas russos e bielorrussos como participantes neutros individuais (AIN) tem impactos claros tanto no plano esportivo quanto no simbólico-geopolítico. Do ponto de vista competitivo, a presença desses atletas eleva imediatamente o nível técnico em modalidades nas quais a Rússia historicamente é potência.
Em contrapartida, em esportes cujas federações internacionais mantêm veto total à participação, a influência prática será pequena ou inexistente, produzindo um cenário desigual.
No plano simbólico e geopolítico, o modelo AIN busca equilibrar o direito individual dos atletas de competir com a manutenção das sanções impostas aos países envolvidos na guerra.











