“Revanche” e a busca pelo heptacampeonato colocam rivais tradicionais frente a frente pela nona vez nas semifinais da competição
O trintenário clássico entre Gerdau Minas e Osasco São Cristóvão Saúde abre as semifinais da Superliga feminina de vôlei às 18h30 desta segunda-feira (13) na Arena UniBH, em Belo Horizonte. A série, disputada em “melhor de três” jogos, reúne estilos ofensivos distintos e também as principais líberos da competição. Pelo outro lado da chave, Sesc Flamengo e Dentil/Praia Clube se enfrentam na sequência, às 21h, em Uberlândia (MG).
O clube mineiro fez a segunda melhor campanha da fase classificatória, com 54 pontos, registrando 18 vitórias e quatro derrotas. Na sequência, garantiu vaga na semifinal ao eliminar o sétimo colocado Sancor Seguros Maringá em dois jogos, com triunfos por 3 sets a 0 em Belo Horizonte e no tie-break, no Paraná.
Atual campeão da Superliga, o Osasco obteve 49 pontos (16 vitórias e seis reveses) e avançou em terceiro lugar. Nas quartas de final, confirmou o favoritismo ao fechar a série em 2 a 0 sobre o Fluminense, sexto, sem perder nenhum set.
Equipes decidiram a Copa Brasil nesta temporada
Até o momento, os clubes se enfrentaram três vezes na temporada. No primeiro duelo, válido pela 9ª rodada da Superliga, o Minas venceu por 3 sets a 2 em pleno ginásio José Liberatti, em 4 de dezembro.
As equipes voltaram a se encontrar na final da Copa Brasil 2026, no dia 28 de fevereiro, em Londrina (PR). Com a vitória por 3 a 1, o Osasco se isolou como maior campeão do torneio, com cinco títulos.

Duas semanas depois, em 12 de março, na Arena UniBH, o Osasco venceu novamente o adversário por 3 sets a 1, pela 9ª rodada do returno da Superliga.
Estas duas vitórias fazem da equipe paulista a única a derrotar o Minas — que perdeu apenas cinco jogos — mais de uma vez na atual temporada.
Duelo possui retrospecto extenso em playoffs da Superliga
Dois dos clubes mais vitoriosos do país, Minas e Osasco dividem a segunda colocação entre os maiores campeões brasileiros — somando Superliga e Liga Nacional, no caso do Minas — , com seis títulos cada, atrás apenas do Sesc Flamengo, que lidera com 12 troféus. Em duelos de playoffs, a vantagem é osasquense: 8 a 5.
Esta será a nona semifinal entre os clubes, a quarta consecutiva. A série servirá como tira-teima da fase, já que o retrospecto está empatado em 4 a 4. Nas duas últimas temporadas, quem venceu o encontro acabou conquistando o título.
O clássico já decidiu a Superliga em três oportunidades seguidas no início do século (2001/02, 2002/03 e 2003/04). O Minas ficou com o primeiro título, enquanto o Osasco venceu as duas finais seguintes sob o comando de José Roberto Guimarães, atual treinador da seleção brasileira feminina.
Naquele período, as equipes também reuniam grandes nomes do voleibol: pelo Minas, Fofão, Cristina Pirv, Ângela Moraes, Érika e Elisângela; pelo Osasco, Fernanda Venturini, Virna, Valeskinha e Paula Pequeno. A líbero Arlene atuou por ambas, sendo campeã pelo Osasco em 2002/03 e vice pelo Minas na temporada posterior.

Também despontavam estrelas que, anos depois, se tornariam campeãs olímpicas junto de Fofão, Paula Pequeno e Valeskinha, como Sheilla e Fabi Claudino, reveladas pelo Minas, Mari Steinbrecher e Dani Lins, pelo Osasco. A ponteira estadunidense Logan Tom é outro grande nome que iniciou sua trajetória profissional no clube mineiro.
Além das semifinais e finais, houve dois enfrentamentos em quartas de final, com vitórias do Osasco.
Peças-chave para ficar de olho
Pontos fortes distintos enriquecem a pluralidade ofensiva da série. Enquanto o Minas conta com a perfeita mescla entre a experiência de Thaisa e a juventude de Julia Kudiess no meio de rede, o Osasco aposta suas fichas no bom entrosamento da levantadora Jenna Gray com as atacantes das extremidades Bianca Cugno e Caitie Baird.
Aos 23 anos, Kudiess, que já liderou as estatísticas gerais das recentes edições de Campeonato Mundial e Liga das Nações atuando pela seleção brasileira, repete o destaque pela Superliga como a principal pontuadora em bloqueios, com 103. Além disso, é a segunda atacante mais eficiente, com 45,4% de aproveitamento, e a vice-líder entre as centrais em pontuação, com 302 pontos, cinco a menos que Adenízia, do Dentil/Praia Clube.
Líder e dona de um currículo multicampeão – como o bicampeonato olímpico – Thaisa também agrega eficácia no saque. Constantemente entre as principais jogadoras no fundamento, a central marcou 23 aces, quinta melhor marca do campeonato.
Bianca Cugno chegou ao Osasco embalada pela conquista do bicampeonato francês e rapidamente assumiu o protagonismo no ataque. Com 451 pontos, é a segunda maior pontuadora da Superliga. A companheira Caitie Baird também apresentou agilidade em sua adaptação e ocupa a oitava posição no quesito, com 327 pontos.
Contrastantes no perfil ofensivo, as equipes se igualam no nível de qualidade na linha de passe. Nyeme e Camila Brait lideram as estatísticas do fundamento: a líbero do Minas registra um excelente aproveitamento de 77,3%, enquanto Brait soma 68,4%.
Datas e onde assistir
Todas as partidas da semifinal terão transmissão do canal Sportv 2 e da VBTV (plataforma de streaming da Volleyball World).
Jogo 1 – 13/4 (segunda-feira)
18h30 – Arena UniBH, em Belo Horizonte
Jogo 2 – 17/4 (sexta-feira)
18h30 – Ginásio José Liberatti, em Osasco
Jogo 3 (se necessário) – 24/4 (sexta-feira)
18h30 – Arena UniBH, em Belo Horizonte









