Conheça os 14 atletas brasileiros estarão em Milão Cortina representando o Brasil nos Jogos de Inverno
Conheça os 14 atletas brasileiros estarão em Milão Cortina representando o Brasil nos Jogos de Inverno

O Brasil terá a maior delegação de sua história em Jogos olímpicos de inverno. Com o encerramento dos rankings olímpicos no último domingo (18), o Brasil conseguiu classificar 14 atletas, um a mais do que recorde anterior que foi nos jogos de Sochi (RUS) em 2014. São 10 homens e quatro mulheres que tem grandes chances de fazer a melhor campanha da história, podendo vir até um medalha inédita.
Confira abaixo nossa delegação:
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Piloto do trenó brasileiro, Edson Bindilatti é o único garantido – nas regras do bobsled, a vaga olímpica é do piloto. As outras três vagas do trenó 4 man e mais o reserva serão anunciados pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).

Com isso, Edson, de 46 anos, vai para sua sexta olimpíada de inverno – as cinco anteriores foram Salt Lake City 2002, Turim 2006, Sochi 2014, Pyeongchang 2018 e Pequim 2022 – podendo disputar as provas do trenós 2 e 4 man.
O Brasil conseguiu quatro vagas para Milão cortina graças a Lucas Pinheiro, que por ter ficado por dois top 30 no ranking de largada da Copa do Mundo abriu mais duas vagas. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas, de 25 anos, defendeu a nação do pai até 2023. no ano seguinte, solicitou para representar o Brasil nas competições de esqui e passou a ser a nossa maior chance de medalha nos jogos, que seria .
Além dele, grande esperança de medalha, o Brasil deve ter Giovanni Ongaro e Christian Oliveira no masculino e no feminino, Alice Padilha, todos estreantes. Alice inclusive deverá ser a a atleta mais nova da delegação, com 18 anos de idade.
O Brasil conseguiu uma vaga extra no feminino além das vagas básicas. Com isso vão duas mulheres e um homem para a Itália: Duda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva. Manex e Duda, irmã do atleta paralímpico de verão e de inverno Cristian Ribeira, apesar de jovens, vão para segunda olimpíada deles.

Já Bruna Moura (foto) faz sua estreia em olimpíadas. às vésperas dos Jogos de Pequim, Bruna sofreu um grave acidente de carro que a impossibilitou de ir aos jogos. Ainda durante este ciclo olímpico, Bruna contraiu toxoplasmose, se recuperando e perdendo 25% da visão. Mas ela deu a volta por cima e retorna para enfim fazer sua estreia olímpica.
Mais uma vez, Nicole Silveira, de 31 anos, será a nossa única representante, indo para a sua segunda olimpíada e com chances de brigar por pódio se tudo correr bem. Em Pequim 2022, ela terminou em décimo terceiro lugar. No último ciclo, o destaque foi o quarto lugar conquistado por ela no mundial de skeleton em 2025.

O Brasil conseguiu duas vagas via ranking, com Pat Burgener, sexto e Augustinho Teixeira, vigésimo quarto – 215 se classificam. Pat, de 31 anos e que tem nacionalidade suíça e brasileira, defendeu a Suíça na olimpíada de 2018 e 2022 e após uma pausa na carreira, retornou representando o Brasil, país que lhe concedeu a nacionalidade após viver 10 anos na infância junto com a mãe, refugiada do Líbano. Ele também tem chances de brigar por um pódio.

Já Augustinho, que foi décimo oitavo no último mundial de snowboard halfpipe, fará sua estreia olímpica em Milão Cortina.
Tivemos alguns nomes que ficaram na slistas de realocação. É muito difícil que algum consiga entrar na lista final dos jogos mas não é impossível. Afinal realocações de vagas sempre acontecem. Gaia Brunello do Biatlo, por exemplo, é a terceira na lista de realocação, ou seja, ela precisa de três desistências para se classificar para os jogos e é quem estaria mais próxima.
Priscilla Cid, do snowboard halfpipe, e Eduardo Strapasson do skeleton, tem chances remotíssimas já que ficaram em sexto e sétimo, respectivamente, na lista de realocação. Lucas Koo, da patinação de velocidade em pista curta, também ficou em sétimo na lista de realocação.
