Cristian Ribera é uma esperança de medalha.na Itália
A delegação brasileira realizou nesta quarta-feira, 4, o primeiro treino oficial na pista de Val di Fiemme, em Tesero, nas Dolomitas italianas, onde serão disputadas as provas de esqui cross-country e biatlo dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. O reconhecimento do percurso confirmou um cenário esperado pelos atletas: neve pesada e irregular, resultado das temperaturas relativamente altas registradas durante o treino, com sensação térmica próxima de 9°C.
O rondoniense radicado em Jundiaí (SP) Cristian Ribera, vencedor do Globo de Cristal de 2025 (título da temporada da Copa do Mundo de esqui cross-country), destacou que o traçado deste ano está mais rápido do que o utilizado anteriormente na etapa da Copa do Mundo realizada no local. “Viemos no ano passado e eu conheço melhor o trajeto. Está um pouco mais rápido neste ano, porque tiraram uma subida que havia antes. No começo do treino a pista estava boa, mas com esse clima a neve foi derretendo e ficou pesada”, afirmou.
Ribera disputará quatro provas em Val di Fiemme: o sprint classic no dia 10, a prova individual de 10 km no dia 11, revezamento misto 4 x 2,5 km no dia 14 e o 20 km no dia 15, data do encerramento da competição.
“O maior desafio não vai ser a subida ou a descida, vai ser a condição da neve. Ela está derretendo e isso forma lombadas. Tem que ter controle para não ter quedas”, explicou a paranaense Aline Rocha, campeã mundial do sprint em 2023, em Östersund, na Suécia. A atleta estreia no biatlo 7,5 km sprint no dia 7 e também disputará o sprint classic (10), a prova individual de 10 km (11) e misto 4 x 2,5 km (14) no esqui cross-country.
“Esta neve está de um jeito que eu nunca competi. Vai ser punk, né? Mas é sempre bom competir em condições novas. Isso aqui é o auge de um atleta, uma pressão absurda, mas é ‘da hora’”, afirmou o paulista Wellington da Silva, 19, em sua primeira participação em Jogos Paralímpicos.
Ele é o único brasileiro da categoria standing no esqui cross-country e competirá no sprint classic (10), no 10 km interval start classic (11), no revezamento misto (14) e no 20 km interval start free (15).
“Psicologicamente já pensávamos na neve mexida, que a gente chama de neve ruim. Mas em questão de percurso está bem tranquilo”, explicou o paulista Guilherme Cruz, que fará sua estreia no biatlo durante os Jogos. Ele inicia sua participação no biatlo 7,5 km sprint no sábado, 7, primeiro dia de competição, e também disputará o biatlo 12,5 km individual no dia 8 e o biatlo sprint pursuit no dia 13. No esqui cross-country, Cruz ainda competirá no sprint classic (10), no 10 km interval start classic (11) e no 20 km interval start free (15).
Nas áreas mais técnicas da pista, a irregularidade da neve exigiu atenção redobrada. “Nas curvas a neve já está bagunçada, parece uma farofa. É preciso cuidado para não perder o equilíbrio e cair”, disse o paraibano Robelson Lula. Assim como Guilherme Cruz, Lula competirá nas três provas de biatlo: 7,5 km sprint (7), 12,5 km individual (8) e sprint pursuit (13), além do sprint classic (10), 10 km individual (11) e do revezamento 20 km (15) no esqui cross-country.










