Judoca retorna ao Instituto Reação com objetivo de fechar carreira com honras em LA-28
A judoca Rafaela Silva foi oficialmente anunciada como a nova atleta do Instituto Reação de judô em evento na nova sede do clube na Rocinha, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (24). A brasileira campeã olímpica no Rio 2016 e do Grand Slam de Paris, na França, no início da atual temporada, conversou com a imprensa sobre a nova fase da carreira, o desafio de enfrentar mais um ciclo olímpico e a relação com a irmã e também judoca Raquel Silva.
Rafa Silva iniciou a carreira no Instituto Reação, porém estava no Flamengo até o fim de 2025, quando anunciou a mudança de clube. Silva comentou a troca e como o Instituto foi importante para a carreira da brasileira, “hoje aos 33 anos, eu acredito que Los Angeles pode ser minha última edição, então acredito que eu devia isso ao Reação, por tudo que o Reação fez por mim, tudo que eu conquistei e a pessoa que eu sou hoje, a atleta que eu sou hoje, praticamente eu me tornei isso com o Reação, eu me formei com Reação. Então, se essa for de fato a minha edição, o meu último ciclo olímpico seria na minha casa.”
“Acredito que tá todo mundo reunido, tá todo mundo no no mesmo ritmo, no mesmo caminho, acaba funcionando e eu sempre falei que as pessoas perguntam: ‘Ah, mas você já ganhou o Mundial, você já ganhou a Olimpíada, o que você faz ainda no judô?’. Eu falei que enquanto eu tiver com a felicidade, eu tiver feliz dentro do ginásio, é o que eu vou fazer, vou estar competindo, vou estar representando o Brasil e eu acredito que eu podendo voltar para casa agora, eu consegui recarregar essa energia, tô me sentindo feliz, eu me sinto em casa então foi esse o motivo da minha volta”, completou Rafaela.
O ciclo de Los-Angeles 2028 será um ensinamento para Rafaela, a judoca mudou de categoria após os Jogos de Paris-2024 ao sair da -57 kg para a -63 kg. O novo peso forçou a carioca a se readaptar, começar do zero no ranking mundial e aprender como lidar com rivais de maior envergadura. Após uma temporada sem resultados de grande porte, Silva conquistou o Grand Slam de Paris e já se posiciona dentro do ranking específico para a corrida olímpica.
Rafa comentou sobre a mudança de peso e como a transferência para o Reação foi crucial nesse processo. “e eu ainda me sentia incomodada. Não, eu preciso mudar, eu preciso mudar e de fato quando eu falei: “Ah, eu acho que o momento é o momento de voltar para casa”. E foi de fato o que pesou, voltei para casa, voltei feliz, podendo me alimentar bem. Hoje há pouco tempo depois de desse de de aceitar esse novo desafio, eu já tô em sétimo lugar no ranking mundial, então eu tô dentro da zona de classificação visando Los Angeles 2028, então acredito que essa minha escolha foi muito bem-vinda.”

Desde o título mundial júnior de judô em 2008, Rafaela Silva colecionou medalhas em todos os torneios de alto escalão do esporte em nível nacional e mundial. Rafa soma ouro (Rio-2016) e bronze (Paris-2024) em olimpíadas, dois ouros (Rio-2013 e Tashkent-2022), três pratas e dois bronzes em Mundias adultos e trinca dourada (Baku-2019, Antalya-2023 e Paris-2026), cinco pratas e quatorze bronzes em Grand Slams. Questionada sobre a longevidade no esporte, Rafa foi direta, “Então, eu tenho 28 anos, então são 28 anos de muito trabalho, muita dedicação, muita resiliência, principalmente, e o importante é nunca desistir.”
“Então foi o que eu falei para a treinadora da comissão técnica que trabalha comigo, a minha irmã, porque de fato as pessoas falaram: ‘Ah, depois de Paris, a Rafaela vai parar, ganhou mais uma medalha olímpica e ela vai parar o judô, vai se aposentar’.”E eu senti também de fato que não era o momento de me aposentar ainda, que eu conseguiria ainda dar muita alegria para a cidade por um judô brasileiro e eu precisava me desafiar. Então, primeiro veio a mudança de categoria, de largar o meu quarto lugar no ranking mundial e recomeçar tudo do zero numa nova categoria”, completou Rafaela.
A judoca mencionou a irmã Raquel Silva como um exemplo dentro e fora do tatame, ex-judoca Raquel é coordenadora e técnica no Reação, novo clube de Rafaela, e a presença da parente foi um dos motivos para a mudança de instituição, “eu sei o quantas pessoas aqui na Reação se doaram bastante, tem a minha irmã também que hoje ela tá comandando a equipe feminina no treinamento. Eu já fazia minha parte técnica com a minha irmã, que ela tem contato direto com a minha treinadora da seleção brasileira, então, a gente tinha esse conjunto.










