Seis brasileiros conseguem índice para o mundial de atletismo indoor

Teremos representantes nas provas dos 60m rasos, 60m com barreiras e 400m rasos

Gustavo Alves/ CBAt
Gustavo Alves/ CBAt

Gabriel Garcia, Erik Cardoso, Gabriela Mourão e Ana Carolina Azevedo, nos 60 m rasos, Eduardo de Deus nos 60 m com barreiras, e Matheus Lima, nos 400 m rasos, saíram com índices para ir ao Mundial do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo de Provas Similares ao Indoor, neste sábado (31), em Bragança Paulista (SP). O Campeonato Mundial Indoor de Atletismo será em Kujawy Pomorze, na Polônia, de 20 a 22 de março.

Antes do Mundial, os atletas competem o Campeonato Sul-Americano Indoor de Atletismo, de 28 de fevereiro a 1 de março, em Cochabamba (BOL), na única pista indoor certificada pela World Athletics no continente.

Gabriela Mourão, uma estreante em temporada indoor, venceu os 60 m rasos com 7s14 (1.0) e foi ao pódio com as colegas do Pinheiros Ana Carolina Azevedo (7s17) e Lorraine Barbosa Martins (7s34).

Gabriela Mourão igualou o recorde brasileiro e sul-americano de Vitoria Rosa (7s14, obtido em 18/3/2022, em Belgrado, Sérvia) e levou o índice, assim como Ana Azevedo (a marca mínima de qualificação fixada pela World Athletics para os 60 m rasos é 7s20).

“Nunca tinha entrado na temporada indoor, mas a gente estava treinando bem pra isso. Então a gente veio aqui só para correr e acreditava que podia fazer uma grande marca. Agora vamos seguir, fazer o Sul-Americano e focar no Mundial”, disse Gabriela, de 26 anos, que treina com Victor Fernandes.

A disputa dos 60 m rasos masculino foi eletrizante. Na final, imperceptível saber quem chegou na frente, a decisão foi nos centésimos de segundos. Gabriel Garcia cruzou em primeiro, com 6s49 (487) e Erik Cardoso (SESI-SP) em segundo, com 6s49 (488). João Victor Santana foi o terceiro colocado, com 6s56. Todas as marcas seriam índices para o Mundial se não fosse o vento forte de 2.5 metros por segundo, acima do permitido pela regra (2.1 m/s).

Mesmo assim, tanto Gabriel quanto Erik saíram com as marcas mínimas exigidas pela World Athletics para a qualificação (6.59). Gabriel correu 6s56 na terceira série da qualificação e Erik 6s59 na semifinal por tempo, ambas as provas com ventos válidos.

“Eu esperava a vitória. Não tive férias, só treinei, e quero muito a final do Mundial, pelo Brasil que tem pouco 60 metros, mas muitos atletas talentosos. Tenho a agradecer a Deus que esteve comigo nos treinos, em casa, no dia a dia. Nessa competição eu só queria o índice e Deus me abençoou com uma vitória”, disse Gabriel, de 28 anos. “Quero ganhar o Sula e focar muito no Mundial, quero levar o Brasil para a final dos 60 m”, completou.

Gabriel treina com Luiz Henrique Barbosa da Silva, o mesmo técnico da paralímpica Jerusa Geber, bicampeã paralímpica na categoria T11, para cegos. Gabriel foi guia de Jerusa nas duas conquistas – é também bicampeão paralímpico.

Eduardo de Deus foi o campeão dos 60 metros com barreiras com 7s62 – o índice para o Mundial era 7.65 – seguido por Thiago Resende Ornelas com 7s67, e Adrian Dias Vieira com 7s71.

“Primeira prova do ano e ainda não estou rápido porque estou treinando muito, mas gostei da marca. Agora é tentar bater o recorde de novo no Sul-Americano. Já é índice, agora é acertar uma boa marca no Sula e me preparar para o Mundial”, disse Eduardo, que treina com Katsuhico Nakaya.

Os atletas com índices para o Mundial Indoor

400 m – Matheus Lima da Silva – 45s54
60m masculino – Gabriel Garcia – 6s56 (+1.2 m/s) e Erik Cardoso – 6s59 (0.2)
60m feminino – Gabriela Mourão – 7s14 (1.0) e Ana Carolina Azevedo – 7s17 (1.0)
60 m com barreiras – Eduardo de Deus – 7s62 (1.4)

Dentre os critérios de qualificação para o Mundial estão: Por índice (de 1/11/2025 a 8/3/2026), limitado a dois atletas por País; por Wild Card (convite) – o campeão geral individual de cada evento do World Indoor Tour 2026 se classificará automaticamente; e por posição no Top Performance List (1/11/2025 a 8/3/2026), conforme cota da prova, também tendo como limite dois atletas por país.

Marcos Antonio

Marcos Antonio

Pai, Carioca, 40 anos, profissional de TI e cursando jornalismo. Um Fã de basquete e de todos os esportes olímpicos (e alguns não olímpicos também) que faz um trabalho de formiguinha para que todos eles tenham seu espaço. No Surto Olímpico desde 2012.
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