Sesc Flamengo e Praia Clube duelam na semifinal da Superliga feminina: como chegam e onde assistir

Líder da fase de classificação, equipe carioca conta com a maior pontuadora e melhor sacadora da competição, enquanto o time mineiro tem o meio de rede como pilar

Sesc Flamengo e Praia Clube duelam na semifinal da Superliga feminina: como chegam e onde assistir
Sesc Flamengo venceu o Praia Clube nas duas partidas da fase de classificação (Foto: Bruno Cunha/Praia Clube)

Sesc Flamengo e Dentil/Praia Clube iniciam, nesta segunda-feira (13), a busca por uma vaga na final da Superliga feminina de vôlei em Uberlândia (MG), no Ginásio UTC, às 21h. A série, em “melhor de três jogos”, coloca frente a frente equipes de estilos ofensivos distintos: o time carioca tem em uma de suas ponteiras a principal pontuadora da competição, enquanto o conjunto mineiro conta com o protagonismo de uma central. Pela outra semifinal, Gerdau Minas e Osasco São Cristóvão Saúde se enfrentam um pouco antes, às 18h30, em Belo Horizonte.

Líder da fase classificatória, com 20 triunfos, duas derrotas e 55 pontos, o Sesc Flamengo encarou o oitavo colocado Batavo Mackenzie nas quartas de final e avançou ao fechar a série em 2 a 0.

Já o Dentil/Praia Clube foi o único semifinalista a precisar de três jogos para garantir a vaga. Quarto colocado, com 16 vitórias, seis reveses e 48 pontos, o time mineiro superou o Sesi-Bauru, quinto na tabela, por 2 a 1.

Praia leva vantagem em duelos decisivos pela Superliga

As equipes se enfrentaram duas vezes na temporada, ambas com resultado positivo para o rubro-negro. Em 31 de outubro de 2025, pela terceira rodada da Superliga, o Flamengo venceu por 3 sets a 0 no Maracanãzinho. Pelo returno, em partida disputada no dia 16 de janeiro no Ginásio UTC, o Praia chegou a arrancar um set, mas acabou superado por 3 a 1.

No histórico de playoffs, a vantagem é do Praia, vencedor de quatro dos cinco confrontos, incluindo três semifinais consecutivas entre 2022 e 2024.

Os clubes também já decidiram a competição em duas ocasiões. Comandado pelo técnico Bernardinho, o então Rexona/AdeS levou a melhor em 2015/16, com vitória por 3 a 1 em jogo único. Já o Praia deu o troco em 2017/18, ao conquistar o troféu após o “golden set”, critério de desempate adotado à época.

Na campanha do 11° dos 12 títulos (recorde da Superliga), o elenco carioca contava com nomes como as campeãs olímpicas Fabi Alvim e Natália Zilio, a experiente Juciely, Monique Pavão, ‘Carolana’ e Roberta, além da jovem Gabi, atual capitã da seleção brasileira.

Elenco e comissão técnica do Rexona/AdeS comemorando o título da Superliga 2015/16 (Foto: Divulgação/CBV)

O Praia reuniu as campeãs olímpicas Walewska, Fabi Claudino e Fê Garay, além da norte-americana Fawcett, Claudinha e a líbero Suelen Pinto (única remanescente) naquele que foi o primeiro dos dois títulos do clube na competição.

Peças-chave para ficar de olho

Com propostas ofensivas distintas, o Sesc Flamengo se destaca pelo jogo pelas extremidades, com Simone Lee e Tainara. Já o Praia apresenta maior variação entre pontas e meio, explorando especialmente a ponteira Payton Caffrey e Adenízia.

Simone Lee é a atacante mais prolífica da Superliga. Principal nome do Sesc Flamengo, a ponteira lidera a competição em pontuação, com 469, e também no saque, com 26 aces. A oposta Tainara reforça o poder ofensivo do time carioca e aparece na quinta posição entre as maiores pontuadoras, com 378.

Pelo Praia Clube, Payton Caffrey soma 326 pontos e ocupa a nona colocação geral, além de se destacar no saque, com 24 aces, terceira melhor marca do fundamento. No meio de rede, a campeã olímpica e capitã Adenízia lidera entre as centrais em pontuação, com 307, tem o terceiro ataque mais eficiente (41,9%) e ainda figura como a quarta maior bloqueadora, com 85 pontos.

Sempre vibrante, Adenízia é o coração do Praia Clube na temporada (Foto: Bruno Cunha/Praia Clube)

Datas e onde assistir

Todas as partidas das semifinais terão transmissão do Sportv 2 e da VBTV (plataforma de streaming da Volleyball World).

Jogo 1 – 13/4 (segunda-feira)

21h — Ginásio UTC, em Uberlândia

Jogo 2 – 17/4 (sexta-feira)

21h — Maracanãzinho, no Rio de Janeiro

Jogo 3 (se necessário) – 24/4 (sexta-feira)

21h — Maracanãzinho, no Rio de Janeiro

Thiago Chaguri

Thiago Chaguri

Apaixonado pelas emoções, histórias e diversidades estratégicas que os esportes proporcionam. Cursa jornalismo. Teve passagem pelo veículo Torcedores e está no Surto Olímpico desde março de 2025.
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