Bolsa Atleta atinge recorde histórico em 2025 e consolida papel importante em carreiras de esportistas

Após garantir presença em 100% das medalhas brasileiras nos Jogos de Paris, programa prevê investimento recorde de R$ 176 milhões e quase 10 mil beneficiados

Foto: Gabriel BOUYS / AFP
Foto: Gabriel BOUYS / AFP

O esporte brasileiro vive um marco histórico em 2025. Criado em 2005, o Bolsa Atleta, considerado o maior programa individual de patrocínio esportivo do mundo, alcançou a marca inédita de quase 10 mil beneficiados e recebeu um aporte recorde de R$176 milhões do Governo Federal. O avanço consolida a importância da iniciativa para a trajetória de atletas olímpicos e paralímpicos, especialmente após os resultados expressivos conquistados nos Jogos de Paris.

Na capital francesa, o Brasil encerrou sua segunda melhor participação na história, com 20 medalhas olímpicas e 89 paralímpicas. Um dado chama atenção: todos os 61 atletas que subiram ao pódio já foram contemplados pelo Bolsa Atleta em algum momento de suas carreiras. Entre eles, nomes como Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica do país, Rayssa Leal, Isaquias Queiroz e Bia Souza.

“O Bolsa Atleta é uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento do esporte no Brasil. Muitas modalidades ainda carecem de recursos e investimentos. O programa permite que atletas deem continuidade às suas carreiras e abre espaço para o surgimento de novos talentos, o que contribui diretamente para o desempenho esportivo do país”, afirma Vanessa Pires, CEO e fundadora da Brada, plataforma que conecta investidores a projetos de impacto positivo.

O impacto vai além dos pódios. Em 2024, cerca de 90% da delegação olímpica brasileira já era formada por bolsistas. Em 2025, a primeira lista de contemplados mostrou crescimento de 11% em relação ao ano anterior, alcançando quase 10 mil atletas de diferentes categorias, desde jovens promessas até esportistas consolidados com chances reais de medalha.

“É extremamente positivo ver tantos esportistas os pelo Bolsa Atleta. Trata-se de um programa essencial para proporcionar melhores condições de desenvolvimento. Com base nos números de medalhistas atendidos, é possível concluir que a iniciativa, aliada ao trabalho dos clubes, tem gerado resultados concretos para o esporte brasileiro”, destaca Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes.

A participação feminina também registrou avanço. Pela primeira vez, o Brasil levou mais mulheres do que homens aos Jogos: 153 atletas, correspondendo a 55% da delegação. Para a médica e nutricionista Flávia Magalhães, que anteriormente acompanhou a seleção feminina de base, o resultado representa mais do que estatística: “É gratificante observar o espaço que as mulheres têm passado a ocupar no esporte nos últimos anos. Essa conquista nos Jogos de Paris representa um grande passo, mas ainda é necessário oferecer condições cada vez melhores para que mais mulheres se desenvolvam e estejam presentes em competições deste porte”.

O reflexo social também é um dos pontos mais relevantes. Para Cleverson Dutra, diretor de projetos da associação Criape, iniciativas como o Bolsa Atleta reforçam o papel transformador do esporte: “O esporte é uma ferramenta de transformação. Queremos que esses projetos sirvam para muito além do lazer: que sejam espaços de crescimento pessoal e social”.

Com resultados expressivos e recordes alcançados, o Bolsa Atleta segue ampliando sua relevância como instrumento de transformação social e motor do esporte nacional.

Redação Surto Olímpico

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Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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