Cuba estreia na sexta pela competição
Cuba decidiu competir no próximo World Baseball Classic, apesar de oito membros de sua delegação terem tido seus vistos de entrada para os Estados Unidos negados.
“Reiteramos a natureza discriminatória, politizada e antiética da decisão de negar vistos a oito membros de nossa delegação, mas não nos retiraremos de um evento do qual participamos desde sua criação”, declarou a Federação Cubana de Beisebol e Softbol no sábado à noite.
As negativas de visto na quarta-feira ocorreram em um período de tensas relações entre Estados Unidos e Cuba, com Washington impondo um bloqueio virtual de petróleo à ilha, agravando a escassez de combustível e os apagões.
Os afetados eram, em sua maioria, membros da equipe de apoio, incluindo o presidente e o secretário-geral da federação cubana de beisebol, mas o treinador de arremessadores Pedro Luis Lazo, ex-astro do beisebol em seus tempos de jogador, também foi excluído.
A federação cubana afirmou ter sido informada por autoridades americanas de que os vistos foram negados devido à falta de cooperação da ilha com os EUA em relação à imigração, alegação que Havana nega veementemente. A embaixada dos EUA em Havana não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A seleção cubana está se preparando para a sexta edição do World Baseball Classic, com sua primeira partida marcada para sexta-feira em Porto Rico, território dos EUA.
A seleção cubana disputará dois jogos amistosos contra times da Major League Baseball em seus centros de treinamento de pré-temporada no Arizona esta semana.
Cuba já foi uma potência no beisebol internacional, quando o esporte ainda era predominantemente amador, conquistando três medalhas de ouro olímpicas entre 1992 e 2004.
Desde 2006, Cuba compete no Clássico Mundial de Beisebol, com estrelas da MLB transformando-o em um evento profissional. Cuba chegou às semifinais do último torneio, em 2023, antes de ser derrotada pelos EUA.










