Milão-Cortina 2026: Guilherme Rocha é o melhor brasileiro no biatlo sentado no 2º dia de disputas

Rocha chegou perto do top 15 no biatlo sentado

Foto: Alessandra Cabral/CPB
Foto: Alessandra Cabral/CPB

Os brasileiros voltaram a competir neste domingo, 8, nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, com três atletas na prova individual do biatlo da classe sitting (atletas que competem sentados), no Tesero Cross-Country Stadium, em Val di Fiemme, nas Dolomitas italianas.

Na prova masculina de 12,5 km, o paulista Guilherme Cruz Rocha terminou na 16ª colocação, com o tempo de 42min30s9. O paraibano Robelson Lula ficou em 26º, com 48min54s9. Já na disputa feminina da mesma prova, a paulista Elena Sena foi a 11ª (54min36s8).

A prova de 12,5 km do biatlo combina o percurso de esqui com quatro rodadas de tiro ao longo do trajeto, exigindo dos atletas controle da respiração e precisão após o esforço físico.

“Hoje, estou satisfeito com meu esqui. A questão da neve estava a mesma coisa em relação a ontem [instável, por conta do calor], um pouco melhor. Infelizmente, vacilei errando três tiros [de 20] e não fiquei entre os dez melhores, que era a meta. Eu estava bem confiante, mas vacilei na técnica na hora do tiro nas primeiras paradas. Depois, consegui me concentrar e melhorar nas duas últimas”, disse Guilherme Cruz Rocha, que na estreia, no sábado, 7, terminou na 16ª posição no sprint (7,5km).

“Na chegada eu caí, já estava cansado, exausto, com ânsia de vômito. Eu pensei em me deitar para me recuperar, mas, mesmo assim, demorou um pouco, uns cinco minutos, para voltar a me sentir bem de novo”, comentou Robelson, que no dia anterior foi o 21º no sprint.

Quem venceu a disputa masculina foi o chinês Zixu Liu (34min38s11), medalhista de bronze na mesma prova em Pequim 2022. A prata ficou com seu compatriota Zhongwu Mao (28s de diferença); o ucraniano Taras Rad, vice-campeão há quatro anos, ficou com o bronze nas Dolomitas italianas (1min19s).

A sul-coreana Yunji Kim, de apenas 19 anos, venceu a prova feminina, com o tempo de 38min00s1, desbancando grandes nomes da modalidade, como Oksana Masters, estrela dos Estados Unidos que terminou em quarto, e a chinesa Shan Yilin, campeã paralímpica em Pequim 2022, que amargou a sétima colocação. A prata foi para a alemã Anja Wicker, que cruzou a linha com tempo de 12s8 acima do de Kim; o bronze foi de Kendall Gretsch, dos Estados Unidos (36s0 acima do ouro), vice-campeã em Pequim 2022.

Elena chegou a ocupar a sexta colocação na primeira volta, mas falhou nos trechos de tiro. “Estou contente com a forma como esquiei. Deixei tudo na pista. Tentei manter o ritmo. Os tiros não foram como eu esperava. Espero ir melhor nas próximas provas.”, comentou Elena Sena.

Redação Surto Olímpico

Redação Surto Olímpico

Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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