Grupos de direitos humanos exigem que não entre em vigor os novos critérios de elegibilidade planejados em fevereiro
Mais de 80 grupos de defesa dos direitos humanos e do esporte pediram ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que abandone os planos divulgados de introduzir testes genéticos universais de sexo para atletas femininas e de impor uma proibição total à participação de competidores transgêneros e intersexuais.
A declaração foi feita em conjunto com vários grupos como a Sport & Rights Alliance (SRA), ILGA World e Humans of Sport, afirmando que essas alterações seriam um retrocesso na igualdade de gênero no esporte.
“Diversas fontes afirmaram que o grupo aconselhou o COI a exigir que todas as atletas mulheres e meninas se submetam à verificação genética de sexo e a proibir que atletas transgênero e intersexuais compitam em eventos femininos. O COI não confirmou publicamente as recomendações”, diz o comunicado.
A diretora executiva da SRA, Andrea Florence, afirmou que os testes de sexo e uma política de proibição generalizada representariam uma “erosão catastrófica dos direitos e da segurança das mulheres e que a vigilância e a exclusão de gênero prejudicam todas as mulheres e meninas e minam a própria dignidade e justiça que o COI afirma defender”.
No início de 2026, a presidente do COI, Kirsty Coventry, teria afirmado estar aguardando mais esclarecimentos antes de tomar aluma decisão.
“Ficou acordado que o COI deveria assumir um papel de liderança nisso”, disse ela anteriormente. “E que nós deveríamos ser os responsáveis por reunir os especialistas e as federações internacionais e garantir que encontrássemos um consenso.”
A World Athletics está entre as organizações esportivas que já adotaram testes de gênero, introduzindo um teste genético único para o gene SRY, obtido por meio de um cotonete na bochecha, para todas as atletas femininas antes do Campeonato Mundial de Atletismo de 2025 em Tóquio, em setembro do ano passado.










