Yu-ting foi campeã olímpica na categoria até 57kg em Paris 2024
Campeã olímpica de Taipé Chines no boxe, Lin Yu-ting é liberada para competir no Asiático de boxe feminino após teste de eligibilidade da World Boxing.
A entidade que rege o boxe olímpico confirmou que a boxeadora taiwanesa está apta a competir na categoria feminina após a conclusão do processo de apelação. O anúncio ocorre antes do torneio continental, que começa em 29 de março e vai até 10 de abril.
Lin, de 30 anos, está afastada das competições internacionais desde o verão passado, quando a World Boxing introduziu sua nova política de elegibilidade. A regra exige que todos os lutadores se submetam a um teste genético único, projetado para detectar a presença do cromossomo Y.
A World Boxing não divulgou os resultados do teste de Lin, mas afirmou que a Associação de Boxe de Taipei Chinês (CTBA) iniciou um recurso em nome de uma de suas atletas após os testes realizados no ano passado. “Reconhecemos que este foi um período difícil para a boxeadora e para a CTBA e apreciamos a forma como eles lidaram com o processo de apelação e o reconhecimento da exigência da World Boxing de garantir que sua política de elegibilidade, que visa proporcionar segurança e integridade esportiva, seja implementada e seguida corretamente”, disse o secretário-geral da World Boxing, Tom Dielen, em um comunicado.
Lin e a pugilista argelina Imane Khelif conquistaram medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, em meio a críticas globais e equívocos generalizados sobre seu sexo. Embora ambas as atletas atendessem aos critérios de elegibilidade estabelecidos na época pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), responsável pelo torneio de boxe na capital francesa, suas vitórias alimentaram um debate politicamente carregado sobre as regras de participação no esporte feminino. Ambas haviam sido desclassificadas do Campeonato Mundial de Boxe de 2023 em Nova Déli, organizado pela Associação Internacional de Boxe (IBA), por não atenderem aos critérios de elegibilidade da organização. No entanto, o COI posteriormente as liberou para competir nos Jogos Olímpicos seguintes.
Após a conquista da medalha de ouro em Paris, Lin afirmou ter ignorado a controvérsia para se concentrar em seu desempenho. “Como atleta de elite durante a competição, é importante me desconectar das redes sociais e me concentrar. Isso é extremamente importante”, disse ela, acrescentando: “Fui convidada pelo COI para participar dos Jogos, e foi nisso que me concentrei.”
O caso de Lin atraiu atenção especial após sua desqualificação em 2023 pelo órgão regulador anterior do esporte, uma decisão amplamente criticada pelo COI por “falta de transparência e devido processo legal”. Ela então fez história em Paris, tornando-se a primeira medalhista de ouro olímpica de boxe de Taiwan. Lin não comentou publicamente a decisão mais recente, mas já defendeu sua elegibilidade e criticou o escrutínio em torno de sua participação.









